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a vidinha como ela é

(e uma mãe que mete a mão em tudo) por Claudia Borralho

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Asma

05.06.18 | Claudia Borralho

A asma define-se pela existência de uma inflamação crónica das vias aéreas, provocando-lhes um estreitamento que dificulta a passagem do ar. Inicialmente existe uma contracção dos músculos dos brônquios, mas a situação vai-se complicando pelo evoluir do processo inflamatório e, como consequência, surgem os sintomas, como a dificuldade em respirar, a pieira, a tosse, a opressão torácica e o cansaço.

 

Quando estava grávida da Laura comecei a ter uns episódios de tosse, pieira e dificuldade para respirar. Asma. Achei que seria mais uma das típicas maleitas que aparecem associadas à gravidez e depois do parto "desaparecem". Entre aspas porque na verdade não desaparecem, quando muito ficam adormecidas. Tenho a certeza absoluta que mais tarde ou mais cedo terei diabetes, para já faço um checkup anual e tento ter algum cuidado com a alimentação. À asma não liguei nenhum... "desapareceu" depois da Laura nascer, fiz algumas consultas no pós parto e assim ficamos em suspenso e nunca me passou pela cabeça que alguma vez voltasse.

 

Quais os sintomas de Asma?

Tosse
Chiadeira no peito ou pieira
Falta de ar
Aperto no peito com o esforço físico
Cansaço e dificuldade em fazer as atividades ou tarefas do dia a dia

 

Há algumas semanas, à noite, lembro-me de ter sentido qualquer coisa. Hummm, isto parece mesmo pieirinha. Mas não lhe liguei muito e passou. Depois na actividade do grupo 7, à noite, um absoluto episódio de asma. Algo incrédula, a tossir, a ouvir a pieirinha, sem conseguir dormir, sem medicação, e uma data de escoteiros a (tentar) dormir à minha volta. Fiz os possíveis, fui dar uma volta à rua a ver se o ar mais humido da noite aliviava, posição de peixe para abrir o peito, respirar como se estivesse a usar a bomba. Acalmou e tentei não pensar mais no assunto.

 

Na última sexta comecei a sentir-me doente. Primeiro uma dor de cabeça, depois pingo no nariz. Griponal e achei que a coisa melhorava. Piorou... mas estava sem febre e optei por não cancelar as aulas de yoga. Outro griponal. Depois a temperatura começou a subir um bocadinho, mas ainda não era febre, febre. Siga para umas horas de banco alimentar. Garganta e ouvidos a reclamar. Ranhosa, ranhosa. Mais um griponal (e nunca uma constipação precisou de tanto griponal). Acordar às 4h com tosse e muita pieira. Asma. Outra vez. 5h10 e continuava sem conseguir amenizar a coisa. Hospital comigo? Optei por esperar. Lá pras 6h e tal acalmou e dormi um bocadinho mas acordei ainda cheia de pieira. Agora, cancelo o workshop? Banho bem quente e chá de gengibre bem quente. Melhor. Temperatura nos 37º. O workshop correu bem e no final uma das meninas que é enfermeira comenta a minha "respiração asmática". Lá optei por passar no atendimento permanente para ver se não tinha mais uma noite episódica.

 

A rinite alérgica é mesmo um fator de risco ou predisponente para um doente vir a desenvolver asma brônquica.

 

Alguns barulhinhos na auscultação mas pulmões limpos no raiox. A saturação estava nos 100%, por isso também não tinha falta de oxigénio. Antibiotico, tomar o anti-histaminico e a bela da bombinha para o caso de aparecer mais um episódio. Agora, cansada, tosse cavernosa mas nada de pieirinha. E sim, já marquei consulta com o pneumologista.

 

Mais informações sobre asma aqui:

https://www.fundacaoportuguesadopulmao.org/apoio-ao-doente/asma

http://msd.pt/doencas-respiratorias/asma/

https://www.saudecuf.pt/mais-saude/artigo/asma-bronquica-7-duvidas-comuns

 

 

 

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