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a vidinha como ela é

(e uma mãe que mete a mão em tudo) por Claudia Borralho

a vidinha como ela é

(e uma mãe que mete a mão em tudo) por Claudia Borralho

Adeus Maia

27.10.11 | Claudia Borralho

Hoje é o último dia da tua "curta" vida.

 



Chegaste há dois anos e meio, mais mês menos mês. Vieste preencher um vazio deixado pela tua antecessora e fizeste-o muito bem. Nunca um gato(a) foi tão meu como tu, ou melhor, eu é que nunca pertenci tanto a um gato.

Eras uma gata minuscula, mas muito forte e cheia de personalidade. Chegaste e tudo era teu. Nunca as bufadelas do Lyra ou o espaço diferente te intimidaram e até na longa viagem de carro para te juntares a nós vieste satisfeita a fazer "vinho de gato" dentro da caixa.

 

 

No ano passado começaste a não estar muito bem. Vomitaste muito e tiveste de ficar internada alguns dias a fazer soro. Mas não parecia muito grave e vieste sempre dormir a casa. Devia ser uma gastrite, diziam os veterinários. Com o soro, com doses de sucralfate e com dieta melhoraste. Mas mesmo assim não havia semana sem um vomitadozinho. Pequenino e sempre à porta da cozinha. Parecia mesmo que me estavas a chamar a atenção para a areia que precisava ser mudada ou para colocar mais comidinha.

O tempo lá se passou mas ultimamente não parecias tu. Andavas tão escondida e parecia-me que talvez estivesses mais magrinha, e tu que sempre foste mais pro pele e osso. Levei-te ao vet. Parecias boa, pesavas +100gr, não estavas desidratada.

Mas depois pioraste, já não eram só suspeitas da dona. Muito vomitado e diarreia. Levei-te outra vez ao vet. Ainda não estavas muito desidratada, parecias boa mas fizemos análises na mesma. Tudo bem, excepto os leucócitos ali ligeiramente elevados, coisa pouca nem se notava. Voltamos a fazer dois antibióticos mais dieta. E um recado da vet, se piorar levar logo logo a um serviço 24h de vet. Isto foi uma sexta, no domingo começaste a piorar.
Segunda logo de manhã já eu estava contigo à porta do vet para te verem. Estavas muito mal. Muito desidratada dos vómitos constantes e diarreia. E com a temperatura super baixa. Ficaste lá internada e nem podias voltar para casa. Eu achei que te ia perder logo naquela noite.
És pequenina, mas forte e lutaste. Uns dias depois pudeste voltar para casa. Estavas como já não te via há meses e deixei-me iludir pelo teu bom ar.

Ainda não sabiamos bem o que tinhas, seria uma IBD, crónica mas controlável com medicação e dieta, ou seria um linfoma?

Ficaste a tomar antibiotico e cortisona e depois de uns dias fomos reavaliar-te numa segunda ecografia. Em vez de melhorar afinal estavas pior. Com mais zonas afectadas. Não havia grandes dúvidas que se tratava de linfoma.
Ainda estiveste bem mais alguns dias, mas ultimamente andas a piorar. Voltaste a vomitar e a ter diarreias. Não quero deixar-te ir mas tem mesmo de ser. Não posso obrigar-te a estar mais tempo comigo enquanto sofres.

 

Obrigada por teres sido a minha gata, que sempre me deu colo, sempre me encheu de ronron e quando eu chamava vinha a correr (até quando te interrompia a diversão de estares na varanda).

 

Adeus Maia.

 

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