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a vidinha como ela é

(e uma mãe que mete a mão em tudo) por Claudia Borralho

a vidinha como ela é

(e uma mãe que mete a mão em tudo) por Claudia Borralho

o homem lá de casa

19.04.11 | Claudia Borralho

O homem lá de casa costumo dizer que é mais parecido com um filho teenager.

Não existe tarefa que não faça, mas para tudo é preciso pedir. E pedir, e pedir outra vez. E daí por uma semana reparar que ainda não foi feito e ou faço eu ou dá-me o tilt e mando uma carrada de berros.

Quando peço tenho de ser muito específica, do tipo: quando acabares de dar de comer à oriana, arruma a louça que está na máquina. No cérebro dele não encarrilam tarefas, se não especificar o quando diz-me sempre ou que não pode porque já está a fazer outra coisa ou então que sim, que (eventualmente um dia, quem sabe) vai fazer.

Também não se pode dizer só para arrumar a louça, isso também dá pobres resultados, é necessário fornecer indicações mais concretas, como: verifica se a louça está bem limpa e não tem restos de comida agarrada, esperar um pouco que esta informação assente e depois, e é necessário limpar a água da louça - é raro lembrar-me de explicar-lhe isto e como resultado vou sempre encontrar todas as caixas e panelas cheias de água lá dentro.

Mas o que mais me chateia é o exemplo que cria nos filhos. O homem lá de casa (quando não está a trabalhar, logo fora de casa) passa os dias deitado no sofá a jogar joguinhos no computador e de vez em quando levanta-se, pega no computador e vai para a varanda esfumaçar. Há lá coisa mais irritante?

Quando estamos fora de casa faz sempre um brilharete porque de bom grado dá comidas, papas e troca todo o tipo de fraldas.

 

Gostava muito de conhecer esses homens modernos que elas retratam (mãe que capotou, redonda ou quadrada, este é meu, gralha, ervas de cheiros, 4D). O meu pai não trocava fraldas de cocó, mas contam-me que trocava as outras e também foi sempre ele quem me foi buscar à escola e quase todos os dias fazia o jantar. Todos os dias era ele que arrumava a louça e limpava a cozinha e de vez em quando até a varria. Depois passava grande parte do tempo sentado no sofá a ler o jornal.

Aqui do meu ponto de vista parece-me estar tudo na mesma.

 

E já agora dos melhores comentários que li: "Fico danada quando ele me pergunta : queres ajuda? Não perde pela resposta: Ajuda porque? A obrigaçao é minha e tu porque és um tipo porreiro vens dar uma ajuda, é? " Por Dadinha aqui

E mais este eu odeio muitas coisas (porque será assim tão difícil acertar com a porra da louça na máquina?)

 

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Eu geralmente tento não vir para aqui desabafar da exasperante tarefa que é tentar em vão educar o meu marido, mas hoje passei-me.

Fui dar com o meu sabonete Abegoa totalmente desfeito dentro da água do banho que a Oriana tomou ontem. Eriçou-se comigo porque eu não devia ter ficado chateada com uma coisa que ele "não reparou". Ora portantos, não reparou que a miúda pegou no sabonete quando estava no banho, certamente também não reparou que ela o deve ter mordiscado umas quantas vezes, e ainda menos reparou que o sabonete lá ficou na água do banho, também não reparou que os brinquedos do banho não foram arrumados, nem que o tapete lá continuou sem se pôr a secar e ainda menos terá reparado que a água do banho lá permaneceu já que a tampa da banheira não sai sozinha.

E eu é que não podia ficar chateada porque ele não reparou (e o meu rico sabonete, ou melhor a nheca derretida que sobrou, teve que ir direitinha pró lixo). o caralho!

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