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a vidinha como ela é

(e uma mãe que mete a mão em tudo) por Claudia Borralho

a vidinha como ela é

(e uma mãe que mete a mão em tudo) por Claudia Borralho

Depressão (pós-parto ou talvez não)

06.08.08 | Claudia Borralho

Em Portugal, estima-se que, todos os anos, um milhão de pessoas sofra da doença, mas só um quarto chega aos cuidados médicos. Muitos não conseguem admitir que estão deprimidos e têm dificuldade em procurar um médico, por julgarem que é sinónimo de fraqueza de carácter.
Os tratamentos passam por psicoterapia e/ou medicação. O importante é dar o primeiro passo e procurar ajuda.

 

Sintomas típicos:

  • tristeza e desânimo (sensação de vazio); check

  • baixa auto-estima e sentimentos de culpa; check

  • irritabilidade, sobretudo nas crianças e adolescentes; check

  • pessimismo; check

  • perda de interesse por actividades que davam prazer; check

  • fadiga; check

  • perda de libido; check

  • distúrbios do sono (insónias ou excesso de sonolência); check

  • dificuldades de concentração, de memória e a tomar decisões; check

  • alterações do apetite (perda ou excesso);

  • ansiedade; check

  • pensamentos recorrentes sobre morte ou suicídio.

Procure ajuda se...

  • Tiver quatro ou mais sintomas característicos de depressão, incluindo a perda de interesse em quase todas as actividades, sem haver um motivo óbvio (por exemplo, separação ou morte de alguém). check (10 de 12... quem diria)

  • Os sinais de alarme perdurarem por mais de duas semanas ou tiver pensamentos recorrentes sobre morte ou suicídio. check (acho que já vem desde os 3 meses do puto...)

  • Sentir tristeza e muitas dificuldades em trabalhar e lidar com os problemas do dia-a-dia. check

Identifica-se com alguma situação referida acima? É provável que tenha uma depressão. Nunca tome antidepressivos por sua iniciativa. Convém consultar um profissional de saúde. O médico de família poderá encaminhá-lo para um psicólogo ou psiquiatra, para fazer o tratamento adequado.
Numa depressão ligeira, os sintomas apenas afectam uma parte do quotidiano. Não se recorre habitualmente a medicação, mas age-se sobre os factores que podem contribuir para o humor depressivo, incluindo o estilo de vida (melhorando o sono, fazendo exercício físico, etc.).
A medicação é sobretudo indicada para tratar depressões moderadas e graves. É aconselhável combinar com psicoterapia, sobretudo nas depressões graves.

 

Participe na cura

  • Vá ao médico ou psicólogo e fale abertamente sobre o que sente: tristeza, desânimo, alterações do sono e apetite, dor de cabeça, problemas digestivos, etc. Discuta as possibilidades de tratamento e diga-lhe o que prefere.

  • A medicação nem sempre é eficaz. Num terço dos casos, pode não dar um resultado totalmente satisfatório. Mas o paciente tem de ser informado que as melhoras começam só ao fim de três a seis semanas de tratamento.

  • Nunca se deve abandonar a medicação por se sentir melhor ou pensar que não faz efeito. Primeiro, fale com o médico. Pode ser necessário experimentar vários medicamentos e dosagens.

  • Se o médico prescrever um antidepressivo, pergunte-lhe se existe genérico. As diferenças de preço podem ser significativas. tomar nota!

  • A comparticipação dos antidepressivos é maior para os pacientes com uma depressão grave ou recorrente. Para isso, o médico deve escrever a portaria n.º 1474, de 2004, na receita. tomar nota!

  • Se tiver de tomar antidepressivos, pergunte-lhe quais os possíveis efeitos secundários e o tempo do tratamento. Após iniciá-lo, refira eventuais efeitos secundários ou alerte o médico caso sinta que piorou. tomar nota!

  • Não falte às consultas regulares, nem deixe de tomar a medicação assim que se sentir melhor. Os riscos de recaídas são grandes e o abandono do tratamento deve ser feito gradualmente, para minimizar os efeitos de privação (tremores, insónias, náuseas, ansiedade e irritabilidade).

Daqui

 

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O que é a Depressão Pós Parto?

A depressão pós parto é frequentemente conhecida como um período de profunda tristeza, choro, irritabilidade, cansaço e abatimento, que surge nas mulheres que terminam a gravidez e iniciam a relação com o seu filho recém-nascido.

Não se trata de um mito, a depressão pós parto existe, mas necessita de ser esclarecida, o que se pode fazer de um modo relativamente simples: Há uma fase pós parto em que o humor pode ser depressivo, mas esta fase é breve enquanto que a verdadeira depressão pós parto é algo mais raro, mas também muito mais grave, incapacitante e duradouro.

Conhecer o período breve de depressão que surge pós parto, não é menos relevante que o diagnóstico de uma depressão pós parto instalada: é essencial que se ajude a mãe a ultrapassar a fase, para que esta seja de facto curta e sem consequências graves para mãe e filho.

É algo normal e esperado dado que são muitas as alterações que justificam o aparecimento da depressão pós-parto: alterações hormonais relacionadas com o fim do período de gravidez; as dificuldades e debilidade física que a mulher pode apresentar no parto e na sua recuperação; a percepção da fragilidade que a mulher pode ter em relação ao recém-nascido, em especial se o caso envolver problemas de saúde, fragilidade física ou diagnósticos médicos inesperados e irreversíveis.
A própria novidade de ser mãe traz ansiedade em relação à sua capacidade de resposta e insegurança em relação ao quanto será competente e suficiente para um novo ser tão frágil.

As alterações estão também relacionadas com os novos papéis assumidos na família (papel de mãe, de pai, de avós, de filhos e de irmãos) e a modificação de relação entre os vários elementos.
É largamente conhecida a fase em que pela nova experiência de ser mãe, se revive a um nível muito profundo a experiência de ser filha, o que pode ter um impacto muito negativo se o relacionamento mais precoce com a sua mãe não tiver sido sentido como algo seguro, repleto de amor, carinho, conforto e confiança.

A própria experiência de casamento pode ser repensada e se a mulher fizer uma avaliação negativa do que tem sido a vida conjugal, se houver uma quebra nas expectativas iniciais, se a relação for sentida como insatisfatória e frustrante, a depressão pós parto também pode aparecer acentuada, neste caso como uma máscara que por detrás tem um conflito não resolvido e que está a ser fonte de mal estar, independentemente da nova relação com o bebé e com a experiência de maternidade.

Outra alteração de grande impacto é a alteração de rotinas quotidianas, algo incontornável entre o casal que enfrenta exigências completamente diferentes e muito mais pesadas que as anteriores ao nascimento dos filhos:
As tarefas de casa são alteradas (e muito acrescidas) tendo impacto no seu sono, cuidados pessoais, alimentação e em tudo à sua volta porque o bebé recém-nascido exige respostas muito frequentes por parte dos pais.
Por outro lado a mulher está fora dos seus meios usuais: há um afastamento do convívio social e do seu emprego, implicando perdas afectivas, mas também de decréscimo do seu investimento profissional e da sua realização em relação à carreira.

As alterações emocionais associadas ao período pós parto parecem assim fáceis de compreender e justificadas pelas mudanças inevitáveis que o nascimento de umas crianças traz aos pais.
É essencial então, facilitar o período pós parto para que a nova mãe passe esta experiência da melhor forma possível, e sem correr o risco de comprometer a relação com o bebé, que mais do que nunca, precisa do seu amparo, carinho, atenção e cuidados.

O pai e a família próxima deverão ser capazes de aceitar as alterações emocionais da mãe, confortá-la sem dramatizar nem criticar, reforçar as suas competências como mãe (ainda que recém adquiridas e por isso pouco consistentes), ajudar no cumprimento das tarefas quotidianas, assim como nos cuidados com o bebé, sempre que necessite, mas tendo o cuidado de não a substituir nem interferir na relação estabelecida entre os dois.

A própria mãe deverá oferecer a si mesma momentos de bem estar, nem que seja um banho com mais tempo quando deita o bebé e o pai está presente para o atender se acordar, uma refeição com o seu prato preferido, um livro que queria ler há muito, um café com uma amiga com quem possa conversar, um passeio num local que goste, ou a ida ao cinema, teatro ou algo que a atraia.

É importante que não se descuide nos seus cuidados de higiene, beleza e saúde, assim como com o exercício físico. Estes cuidados não devem ser fonte de culpa (porque sente que está a dispensar tempo para si que deveria ser para o bebé), mas vistos como cuidados que contribuem para a sua recuperação e como tal para o desenvolvimento da sua relação com a criança e bem-estar dos dois.

Acima de tudo, é importante permitir à nova mãe que partilhe a sua insegurança, dúvidas e emoções para que não se sinta só na fase que se espera que seja das mais belas da vida de uma mulher.

 

Daqui

 

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Por volta dos 3 a 4 meses do Gabriel o Tiago sugeriu-me imensas vezes que falasse com a psicóloga que nos acompanhou no curso pré e pós parto.

Eu dizia sempre que não, que ninguém me podia ajudar que o que eu precisava era que o bebé dormisse e não gritasse. Ele acabou por desistir da sugestão.

Enfim, a esta foram-se juntando um conjunto já muito grande de coisas mal ou não resolvidas.  Provavelmente até se encontra aqui explicação também para o estar sempre doente.

Finalmente cheguei a um estado tão mau que eu própria sozinha lá marquei a consulta com a psicóloga.

Agora há um percurso longo à minha frente.

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