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a vidinha como ela é

(e uma mãe que mete a mão em tudo) por Claudia Borralho

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as férias

05.08.08 | Claudia Borralho

Foram muito estranhas. Mais parece que tirei uma licença para exames médicos.

Foram 15 dias repletos de consultas médicas, cirurgia, pontos, urgências. Todos os membros da família tiveram direito a qualquer coisa deste bolo.

Ora 15 dias... vamos tirar o primeiro fim de semana da equação e temos assim:

Segunda levámos o puto à pediatra, foi detectado logo que estava com uma porcaria no nariz e teve de fazer antibiótico três vezes ao dia durante cerca de uma semana.

Terça fui fazer uma pequena cirurgia para retirar o quisto sebáceo da cabeça, algumas dorzitas e uns dias sem lavar o cabelo. Voltar lá daí por uma semana para tirar os pontos.

Quarta fui fazer ecografia de rotina, diz o médico que mais normal seria difícil (valha-nos isso!).

Quinta depois de vários dias com o marido doente a fazer-lhe suminhos de laranja o dia todo e aturar-lhe as queixas, depois de ter um pouco de febre os olhos inchados que quase nem abriam e pintinhas por todo lado, o marido resolve ir finalmente às urgências.

Sexta fui-me completamente abaixo, chorei chorei, merda de férias estas, sem dinheiro sem nada, enfim uma desgraça pegada. Lá me consegui recompôr e elaborei um plano para o resto das férias. Aquela porra não me iria derrotar. Nesse mesmo dia fomos todos com o avô ao oceanário. O puto gostou muito, mas já estava a ficar um pouco farto, ainda para mais conjugado com saltar parte da sesta.

Sábado, dia dos avós, fomos passear pró IKEA e levamos de arrasto a avó P. Eu juro que só ia buscar um cestinho, mas acabamos por comprar um roupeiro para a casa do alentejo (saldos do ikea - de €239 o roupeiro custava €69!!!).

Domingo fomos ver o estado das obras na casa do alentejo e comer as maravilhosas costeletas panadas com esparregado lá no Tobias. Ai que saudades daquela comidinha! Até o puto se fartou de comer esparregado e no dia seguinte toda a gente cagou verde.

Segunda tinha planeado irmos até Comporta mas vinhamos tão cansados das arrumações no alentejo que ficamos por casa mesmo.

Terça foi dia de tirar pontos e de entregarem em casa o roupeiro do ikea. Mantinha-se a expectativa se iria caber no carro do tiago para o levarmos para o alentejo. Também foi dia da visita de um técnico do Clix que já estavamos desde sexta à tarde sem internet e telefone. E assim continuamos já que o técnico veio verificar que a avaria não era dali!

Quarta foi dia da minha primeira consulta na psicóloga. Ora eu até achava que com as "férias" e tal se calhar até não estava assim tão mal, mas bastou pôr um pé dentro do consultório para começar a choradeira. Acho que o diagnóstico me deixou ainda mais deprimida: estou com uma depressão e tenho de ir a uma psiquiatra para fazer tratamento de 6 meses a 1 ano com anti-depressivos.

Nesse mesmo dia zarpamos para uma pousada no alentejo para o que eu esperava ser finalmente um arzito de férias.

Ficamos lá até sexta. Comemos sempre em restaurantes, fomos à praia, e ao badoca park. O puto gritou e gritou e gritou para adormecer, mas apesar da gritaria, da sensação de solidão e tudo o resto de mau o saldo foi positivo. É a vantagem de ter as coisas más no príncipio e as boas no fim. E eu comi uma ameijoas à bulhão pato que até lambi o prato todo! Que saudades de um petisco assim!

Como tal na quinta baldamo-nos à reunião de condomínio!

Sexta assim que voltamos o tiago foi a mais uma consulta que tinhamos marcado estrategicamente para o final das férias. E o clix voltou à vida!!

No fim de semana ainda fomos outra vez ao alentejo. O avô andou a entreter o neto e nós pintamos chão, pusemos massa nas paredes, montamos o roupeiro, deitamos carradas de lixo fora, muitas arrumações e ficamos ultra cansados.

E agora voltamos ao trabalho. Para onde é que foram mesmo os tais dos 15 dias???

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