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a vidinha como ela é

(e uma mãe que mete a mão em tudo) por Claudia Borralho

a vidinha como ela é

(e uma mãe que mete a mão em tudo) por Claudia Borralho

da amamentação (agora que já está tão longe)

18.02.08 | Claudia Borralho
Tenho saudades de amamentar. Tenho saudades porque já me "esqueci" das dificuldades.
Às vezes estou com o Gabriel e sinto aquela impressão nas mamas como se o leite estivesse prestes a escorrer. É a oxitocina ainda a correr por aqui.
Quero deixar pelas minhas próprias palavras notas e dicas mentais para o futuro.

Amamentar é difícil ao príncipio, pode doer muito e fazer-nos desistir. É muito bom ir preparando a maminha durante a gravidez e colocar os cremes de lanolina logo desde a primeira mamada.
No início o principal é mesmo não desistir, não desistir, não desistir.
Também é fácil ficarmos ansiosas com o peso do bebé, estará ou não a mamar o suficiente??? O que aprendi da experiência do Gabriel é que o nosso leite é suficiente. O nosso leite é o melhor alimento. É o mais rico. É o que os alimenta melhor. O Gabriel sempre foi um bebé pequenino, e eu vivi a experiência de amamentação sempre um pouco de coração nas mãos porque o Gabriel andava sempre nos limites mínimos de aumento de peso, já para não dizer que levou 3 semanas e não 2 a recuperar o peso do nascimento*.
Quando comecei a notar que tinha fome e lhe dei o suplemento ele não aumentou mais de peso, ficou igual, tal como se continuasse com a maminha. E agora com os sólidos estamos até a fazer-lhe uma dieta de engorda, com muita papa e bolachas.
Quando aumentou mais de peso foi quando mamava em exclusivo.
Grande parte das dificuldades que me levaram a secar o peito, sei agora que tinham a ver com o excesso de estímulos do bebé que o impediam de dormir. Ele estava o dia todo a gritar e rabugento e eu passava o dia a tentar que comesse com receio que talvez fosse fome. O resultado foi ele passar os dias a beber muito pouca quantidade de leite (o que me desregulou a produção durante o dia) e a continuar sempre rabugento porque não lhe conseguia dar o que precisava - que se acalmasse e dormisse.
É muito difícil tirar leite com a bomba. Durante muito tempo achava que o problema era defeito meu que talvez não tivesse grande quantidade de leite, mas já percebi que outras mulheres têm a mesma dificuldade.
Para congelar é mesmo boa ideia aproveitar o momento da mamada para tirar leite do outro lado. O bebé a mamar é a melhor activação da oxitocina.

Na minha wishlist está um livro que me emprestaram e me ajudou imenso a perceber o Gabriel e a ajudá-lo a aprender a dormir. E também me ajudou na amamentação, embora já tenha chegado um pouco tarde. Adorava tê-lo lido antes do bebé nascer, teria-me ajudado imenso. Costumo recomendá-lo a todas as minhas amigas com bebés.
É este: Secrets of the Baby Whisperer: How to Calm, Connect and Communicate with Your Baby (Paperback) by Tracy Hogg
Reparei que também tem um livro para os "toddlers" tenho que o comprar rapidamente!

E já agora... durante a noite nunca, nunca pus o bebé a arrotar depois de mamar. Sempre achei desnecessário. Ele adormecia pouco depois de mamar, satisfeitissimo, regalado e cheio de sono. Não tinha ali nada para arrotar.
Às vezes ficava com remorsos a pensar se não seria uma má mãe a fazer qualquer coisa mal, até que leio no livro da Tracy Hogg precisamente isto - não é necessário colocar o bebé para arrotar nas mamadas nocturnas. Eles estão tão ensonados que nem chegam a engolir ar.


*mas isso tenho a certeza que foi por não lhe ter dado maminha o suficiente, ele só dormia e eu acabei por acordá-lo menos vezes do que devia - na primeira semana mamava aí de 4h30 em 4h30, ou seja, em vez das 8 a 12 mamadas diárias ele só mamava umas 5 a 6 vezes.



E agora as coisas más.
É muito desconfortável andar sempre a dormir de soutien e discos de amamentação. É igualmente desconfortável dormir com umas mamas gigantes à solta e acordar com o pijama encharcado e duas grandes manchas de leite.
É muito frustrante quando o bebé não quer pegar ou recusa o peito (até pode ser por não ter fome naquele momento).
A sensação de desconforto e dor de mamas muito cheias foi das piores coisas que já senti. Nestas alturas o bebé mamar é a melhor sensação de alívio do mundo só comparável com finalmente fazer xixi quando se está muito aflito.

(more to be added)

2 comentários

  • Eu só comecei a acordar com as mamas muito cheias quando o Gabriel já tinha uns 3 meses e meio / 4 meses, foi definitivamente uma desregulação da produção e mais difícil exactamente por ter surgido quando teoricamente tudo já estava acertado há imenso tempo.
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