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a vidinha como ela é

(e uma mãe que mete a mão em tudo) por Claudia Borralho

a vidinha como ela é

(e uma mãe que mete a mão em tudo) por Claudia Borralho

O dia C

06.06.06 | Claudia Borralho
De 19 para 20 fui dormir a minha casa. Estava com medo de não conseguir dormir com ansiedade (como em pequena na véspera do aniversário), mas adormeci num instante e bem cedinho (antes das 23h já estava completamente adormecida).
Como nem tudo podia correr bem, por volta da meia-noite acordo com um toque de um dos cromos fã dos morangos com açucar que continua convencido(a) que eu sou uma das actrizes que lá anda! Grrrrrr!
Aproveitei e mandei sms para a madrinha para ela me trazer uma das minhas máquinas fotográficas no dia seguinte.
Lá adormeci outra vez e só voltei a acordar ao som de "Somebody to Love" dos Queen :D
Tomei duche e aprontei tudinho. Estava a terminar o meu Nestum com mel quando chegou o cabeleireiro pontualissimo.
Pena que a minha mãe estivesse atrasada...
Ele resolveu então começar a tratar da minha cabeleira. Mandou-me tomar banho outra vez e lavar o cabelo. Tinha lavado no dia anterior como ele tinha indicado, mas ele achou que estava um bocado oleoso, e lá fui eu de volta para a banheira.
A minha mãe só chegou, já o cabeleireiro estava a terminar de me secar o cabelo.
Entretanto trocamos, ficou ela a ser penteada e eu fui arranjar umas bolachinhas e sumos enquanto via TV.
Depois passou à minha vez de ser penteada e começaram a chegar as meninas. O André foi recambiado para casa do noivo levar ultra levures e comprar pilhas para a máquina da madrinha :)
As meninas deram os toques no meu bouquet, a madrinha estatelou-se nas escadas e ao vestir a minha imensa anca e rabo descoseram um bocadinho o vestido ;)
E quando demos por isso já tava na hora do casamento. A minha mãe só dizia que ela ia primeiro e quando lá chegasse é que eu saia de casa. Eu dizia que já lá devia estar. E enquanto o cabeleireiro arrumava as suas tralhas, lá aproveitaram para me tirar umas fotos, comigo só a dizer que me tinha de ir embora.
Finalmente lá saimos de casa, e eu fui à frente a voar pelas escadas abaixo, entrei no carro sozinha e tudo ;)
Quando chego à igreja descubro um montão de gente cá fora. Bem, aí eu já só dizia para entrarem. Que gostava muito deles mas que se pirassem lá para dentro. Enquanto não entrassem todos eu também não podia entrar!
Depois começa a tocar a música e lá vou eu de braço dado ao pai a entrar na igreja. Até tive que me travar :) Se fosse sózinha acho que tinha corrido por ali a dentro!
A coisa começa e o padre vira-se para mim e pergunta se quero fazer uma leitura, eu fico a modos que embasbacada a olhar para ele, tipo... isto não estava previsto pois não? Vá lá que o padre logo olha para o tiago e vai ele fazer a leitura.
Eu muito contente, mas já a pensar que aquilo era muito demorado. Quando é que vêm as alianças? E a beijoca hein?
Nisto o padre lá se lembra e chama o menino das alianças. O joão vai muito a medo. Tadinho do miúdo.
Quando chega a hora de as meter no dedo o padre leva a aliança à boca do tiago. Ora o tiago não sabe muito bem o que fazer áquilo... será para comer?
Ahhh e finalmente, é agora! A hora da beijoca!
Olha... tamos casados!
Assinam-se os papéis e levamos banho de arroz, flores e bolas de sabão. As bolas ficaram giras nas fotos, mas eu nem as vi. Enfim há uma série de coisas giras que nem se vêm. Não vi as bolas de sabão, não vi a decoração da igreja (que tanta dor de cabeça deu à minha mãe) e mal reparei nas velinhas que o padrinho pecus e a pomboca estiveram a colocar.
Um conselho: deixem-se de coisas e façam o mais simples possível. Quando chegar a hora não vão prestar atenção a nada e se forem como eu, vão simplesmente correr pelo corredor da igreja ter com o noivo!
Depois de recuperar dos kilos de arroz atirados para dentro dos olhos foi tempo de beijinhos e beijocas :) Veio tanta gente! Tantos, tantos!
Mas a parte que gostei mais foi de ir atirar o bouquet. Juntaram-se as amigas solteiras, deram-me três voltas e eu atirei o bouquet com força. Com tanta que ao ouvir as reclamações por trás ainda achei que iam as miúdas todas pelas escadas abaixo atrás do bouquet.
Mas não. Eu atirei pró lado... e acertei precisamente na cabeça da tia Conceição. A tia Conceição é solteira!
E depois lá houve mais converseta, mais umas fotos, mais converseta. As pessoas foram indo. E quando demos por isso já estava na hora do almoço.
A comida estava deliciosa, e eu literalmente a abarrotar. Os vestidos de casamento não são feitos para noivas comilonas. Eu diria até que não são feitos para as noivas se sentarem e beberem sequer um copito de água. Inchei, inchei, inchei.
A madrinha desapertava-me botões do vestido e eu nem sentia nada.
Acabei por despir o vestido assim que cheguei a casa, o que é uma pena porque queria ter ido com ele vestido para a noite de núpcias. E estava tão inchada que ainda por cima não encontrava no armário roupa nenhuma que me servisse. Acabei por vestir umas calças de ganga que nunca visto por me estarem largas e ir com elas com alguns botões desapertados!

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