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a vidinha como ela é

(e uma mãe que mete a mão em tudo) por Claudia Borralho

a vidinha como ela é

(e uma mãe que mete a mão em tudo) por Claudia Borralho

comida!

19.05.11 | Claudia Borralho

Recebi há pouco um mail a pedir-me algumas receitas que fazem parte das ementas semanais. São em formato reduzido, só o essencial. Vou colocá-las aqui, para eu não me esquecer delas e para quem as quiser experimentar.

 

Bifes do cachaço
Faço-os simplesmente grelhados, com um pouco de sal ou pimentão. Às vezes em vez de bifes do cachaço do porco o que se encontra é costeletas do cachaço.

Seitan de tomatada
Fazer um molho de tomate e juntar o seitan às fatias finas. Deixar cozinhar um pouco e servir com esparguete.

Pescada nos papelotes com tomate
Colocar medalhoes de pescada e tomate chucha aos pedaços, temperado com azeite, sal e oregãos  tudo embrulhado em papel de vegetal e por fora aluminio. Colocar no forno cerca de 30m a 40m e sevir com massa.

Carbonara de penne com bacon e courgete
Refogar cebola em azeite e juntar bacon e courgete aos pedaços. Cozer penne e reservar. Preparar um molho com 1 ou 2 ovos batidos e um pacote de natas.  Juntar o penne cozido ao refogado e adicionar os ovos e natas.

Frango estufado com vegetais
Colocar num tacho grande, frango aos pedaços e legumes a gosto (cebola, cenoura, courgete, alho francês, etc), regar com caldo de frango ou água e vinho (cerca de 1 copo de caldo/água + 1 copo de vinho branco). Tapar e deixar cozinhar 1 a 2 horas. (o liquido deverá quase cobrir o frango e legumes)

Arroz de frango com vegetais gratinado no forno
Com os restos do frango estufado faz-se este arroz de frango. Primeiro separar o caldo do frango e legumes do estufado. Esfiar os restos do frango e juntar aos restos de legumes, com o caldo do estufado cozer arroz. Num pirex distribuir em camadas arroz e mistura de frango esfiado com legumes. A última camada deverá ser de arroz. Espalhar queijo mozzarela por cima e levar ao forno a gratinar.

Canelonis de salmão e espinafres
Quando faço salmão grelhado costuma quase sempre sobrar e com os restos faço estes canelonis.
Esfiar o salmão grelhado, retirar bem todas as espinhas e peles. Numa frigideira fazer um refogado com cebola, azeite e espinafres picados. Temperar com sal e muito alho. Quando os espinafres estiverem cozinhados juntar o salmão esfiado e um pouco de molho bechamel.
Encher os canelonis com esta mistura e depois cubri-los com bechamel. Vai ao forno a cozinhar cerca de 30m depois coloca-se por cima queijo mozzarela e vai ao forno mais 15m.

Ligação directa com o mercado de trabalho flexivel

17.05.11 | Claudia Borralho

Hoje no Revolucionar para flexibilizar é dia de ligação directa ao mercado de trabalho. Afinal o que se pretende com isto de flexível.

O que eu gostava com isto é "awareness", que as pessoas conhecessem os seus direitos e deveres. A legislação existe e há muito que se pode fazer com ela. Mas as pessoas têm medo.

Gostava mesmo que as pessoas não tivessem medo. Que os trabalhadores não tivessem medo de pedir os seus direitos e que os empregadores não tivessem medo que os trabalhadores não cumpram os seus deveres.

No artigo 127º do código do trabalho que diz respeito aos Deveres do Empregador diz:

3 – O empregador deve proporcionar ao trabalhador condições de trabalho que favoreçam a conciliação da actividade profissional com a vida familiar e pessoal.

E no entanto insistem em fazer sempre o contrário, por medos, por comodismo, por aparências.

O trabalho em horário flexível, o trabalho a tempo parcial, as faltas para assistência à família, o teletrabalho - tudo isto já está contemplado na lei, é "só" tomar conhecimento, pedir, negociar.

E finalmente, utopia das utopias, gostava que acabassem as invejas. Do pai que sai mais cedo para levar o filho ao médico, da grávida de baixa por gravidez de risco, da mãe que sai todos os dias uma ou duas horas antes para amamentação. E, por favor, chega de ficar no trabalho até cada vez mais tarde, não para produzir trabalho, mas porque "fica bem". Saiam a horas, cumpram com as vossas funções, a vossa produtividade e saiam enquanto ainda é dia, para passear, ir ao ginásio, fazer compras, lanche com amigos, brincar com os filhos.

 

Outras utopias e reinvindicações no blog da revolução.

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09.05.11 | Claudia Borralho

Porque é que.... porque é que....porque é que....porque é que....porque é que....porque é que....porque é que....porque é que....porque é que....porque é que....porque é que....porque é que....porque é que....porque é que....porque é que....porque é que....porque é que....porque é que....porque é que....porque é que....porque é que....porque é que....porque é que....porque é que....porque é que....porque é que....porque é que....porque é que....porque é que....porque é que....porque é que....porque é que....porque é que....porque é que....porque é que....porque é que....porque é que....porque é que....porque é que....porque é que....porque é que....

 

É giro. Mas quando é que acaba?

ainda a flexibilidade

03.05.11 | Claudia Borralho

Muitos textos têm aparecido por aqui: http://revolucionarparaflexibilizar.blogspot.com e custa-me reparar que ainda mais que o desconhecimento dos direitos que existem, as mães e pais não os sabem utilizar, reinvidicar, pedir.

Há com certeza por aí, muitas empresas e chefes e patrões que dificultam as coisas, mas às vezes não pedimos porque nós próprios já achamos que não nos vão dar.

Conheçam os vossos direitos e usem-nos. Se não forem gozados que conclusão se pode tirar? É porque não são necessários...

 

Vou deixar aqui alguns dos direitos contemplados no código do trabalho.

 

Artigo 46.º Dispensa para consulta pré-natal

1 – A trabalhadora grávida tem direito a dispensa do trabalho para consultas pré-natais, pelo tempo e número de vezes necessários.

4 – Para efeito dos números anteriores, a preparação para o parto é equiparada a consulta pré-natal.

5 – O pai tem direito a três dispensas do trabalho para acompanhar a trabalhadora às consultas pré-natais.

 

Artigo 47.º Dispensa para amamentação ou aleitação

1 – A mãe que amamenta o filho tem direito a dispensa de trabalho para o efeito, durante o tempo que durar a amamentação.

2 – No caso de não haver amamentação, desde que ambos os progenitores exerçam actividade profissional, qualquer deles ou ambos, consoante decisão conjunta, têm direito a dispensa para aleitação, até o filho perfazer um ano.

3 – A dispensa diária para amamentação ou aleitação é gozada em dois períodos distintos, com a duração máxima de uma hora cada, salvo se outro regime for acordado com o empregador.

4 – No caso de nascimentos múltiplos, a dispensa referida no número anterior é acrescida de mais 30 minutos por cada gémeo além do primeiro.

5 – Se qualquer dos progenitores trabalhar a tempo parcial, a dispensa diária para amamentação ou aleitação é reduzida na proporção do respectivo período normal de trabalho, não podendo ser inferior a 30 minutos.

 

Artigo 49.º Falta para assistência a filho

1 – O trabalhador pode faltar ao trabalho para prestar assistência inadiável e imprescindível, em caso de doença ou acidente, a filho menor de 12 anos ou, independentemente da idade, a filho com deficiência ou doença crónica, até 30 dias por ano ou durante todo o período de eventual hospitalização.

2 – O trabalhador pode faltar ao trabalho até 15 dias por ano para prestar assistência inadiável e imprescindível em caso de doença ou acidente a filho com 12 ou mais anos de idade que, no caso de ser maior, faça parte do seu agregado familiar.

3 – Aos períodos de ausência previstos nos números anteriores acresce um dia por cada filho além do primeiro.

 

Artigo 55.º Trabalho a tempo parcial de trabalhador com responsabilidades familiares

1 – O trabalhador com filho menor de 12 anos ou, independentemente da idade, filho com deficiência ou doença crónica que com ele viva em comunhão de mesa e habitação tem direito a trabalhar a tempo parcial.

2 – O direito pode ser exercido por qualquer dos progenitores ou por ambos em períodos sucessivos, depois da licença parental complementar, em qualquer das suas modalidades.

3 – Salvo acordo em contrário, o período normal de trabalho a tempo parcial corresponde a metade do praticado a tempo completo numa situação comparável e, conforme o pedido do trabalhador, é prestado diariamente, de manhã ou de tarde, ou em três dias por semana.

4 – A prestação de trabalho a tempo parcial pode ser prorrogada até dois anos ou, no caso de terceiro filho ou mais, três anos, ou ainda, no caso de filho com deficiência ou doença crónica, quatro anos.

 

Artigo 56.º Horário flexível de trabalhador com responsabilidades familiares

1 – O trabalhador com filho menor de 12 anos ou, independentemente da idade, filho com deficiência ou doença crónica que com ele viva em comunhão de mesa e habitação tem direito a trabalhar em regime de horário de trabalho flexível, podendo o direito ser exercido por qualquer dos progenitores ou por ambos.

2 – Entende-se por horário flexível aquele em que o trabalhador pode escolher, dentro de certos limites, as horas de início e termo do período normal de trabalho diário.

4 – O trabalhador que trabalhe em regime de horário flexível pode efectuar até seis horas consecutivas de trabalho e até dez horas de trabalho em cada dia e deve cumprir o correspondente período normal de trabalho semanal, em média de cada período de quatro semanas.

 

Artigo 59.º Dispensa de prestação de trabalho suplementar

1 – A trabalhadora grávida, bem como o trabalhador ou trabalhadora com filho de idade inferior a 12 meses, não está obrigada a prestar trabalho suplementar.

2 – A trabalhadora não está obrigada a prestar trabalho suplementar durante todo o tempo que durar a amamentação se for necessário para a sua saúde ou para a da criança.

 

Artigo 63.º Protecção em caso de despedimento

1 – O despedimento de trabalhadora grávida, puérpera ou lactante ou de trabalhador no gozo de licença parental carece de parecer prévio da entidade competente na área da igualdade de oportunidades entre homens e mulheres.

 

Artigo 65.º Regime de licenças, faltas e dispensas

1 – Não determinam perda de quaisquer direitos, salvo quanto à retribuição, e são consideradas como prestação efectiva de trabalho as ausências ao trabalho

 

Todo o código está aqui: http://www.legix.pt/docs/CodTrabalho2009.pdf

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