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a vidinha como ela é

(e uma mãe que mete a mão em tudo) por Claudia Borralho

a vidinha como ela é

(e uma mãe que mete a mão em tudo) por Claudia Borralho

maternidade cor de rosa

14.07.09 | Claudia Borralho

Ser mãe do gabriel parece ser muito cor de rosa por aqui. A verdade é que a última coisa que me apetece é falar sobre as suas birras, por isso vou omitindo.

Mas depois leio este post da Sara e lá me resolvo a escrever tudo aquilo que já estive prestes a escrever e não escrevi, porque entretanto me acalmei ou deixei passar.

 

O gabriel tem fases, altos e baixos, piorzinho e melhorzinho, e isto não é uma coisa de agora, é algo que vem desde que ele nasceu. E todas as crianças são assim.

Eles encontram algo para assumir a sua independência ou simplesmente descobrem que conseguem fazer algo novo e vão testando os limites.

Quando a nova situação aparece, eu fico às aranhas. Tudo o que fazia antes deixa de funcionar, deixo de saber lidar com ele, enervo-me, grito, às vezes até dou uma palmada (embora eu goste sempre de acreditar que nunca mais irá voltar a acontecer).

Depois, vou testando outras coisas e eureka! lá descubro aquilo que funciona agora para contrabalançar os repentes da criança em crescimento. E 5 segundos depois do meu eureka ele muda de novo.

O gabriel nunca (vá raramente) quer fazer aquilo que eu quero, mas é mesmo assim que tem de ser, é sinal que está a crescer e não é um ser amorfo. Se o levo ao parque é certinho que saio de lá com um puto a berrar e espernear debaixo do braço, ou de arrasto que o gajinho já me pesa. Mas passado uns minutos, quando chego ao carro ou quando chego a casa já lhe passou, já tá noutra, já se ri outra vez.

As birras são constantes, é uma luta constante, sempre a testar e a esticar.

 

A única coisa que realmente me preocupa é que o gabriel é muito brutinho. O gabriel é a criança que bate*. Bate aos pais, bate aos avós e bate aos meninos da escola. A educadora diz que é mesmo assim, ele ainda está muito agarrado ao eu e custa-lhe partilhar. A única coisa a fazer é reprimendas, e na escola nunca dizem castigo, é sempre descanso.

Connosco bate às vezes quando é contrariado. Exemplo: estamos num parque e ele apanha paus grandes do chão, ora eu não quero que ele ande por ali com paus na mão e digo-lhe que tem de largar. Ele não quero largar, eu tiro. E ele tenta dar-me um safanão com a mão.

Yep, é verdade. E quando não quer ser vestido ou tratar da fralda dá pontapés.... Muitos pontapés para ver se o largamos.

O que é que nós fazemos? Nós pomo-lo de castigo ou a "descansar". Fica assim um bocado e depois tem de pedir desculpa e dar um abracinho.

Ele ainda não compreende o conceito de pedir desculpa, mas lá vai "descansando" e pedindo "cupa" e qualquer dia "it sinks in".

Afinal, ainda ele não tinha 1 ano e eu dizia-lhe sempre obrigada,e agora ele para tudo o que pede e lhe dão ele diz sempre "obiada" :)

 

Estratégias que usamos, para além do castigo/descanso/timeout :

- explicar, conversar

- contar até três

- retirar-lhe o que ele quer

- e de vez em quando, fazer-lhe a vontade

 

Sobre as palmadas:

As primeiras vezes que lhe tentei dar uma palmada a ver se o bicho se acalmava e parava de dar pontapés e contorcer-se para eu o poder vestir a única coisa que aconteceu foi ele rir-se às gargalhadas. Assim tal e qual, ria-se e dava cada vez mais pontapés.

Eventualmente chegou o dia em que a minha cabeça explodiu e em vez de uma palmada foram umas três, cada uma mais forte que a outra. À terceira deve-lhe ter doído, porque começou a chorar e parou de dar pontapés. Doeu mais a mim e lá me recriminei 500 vezes e pensei no que poderia fazer doutra forma.

Na verdade, eu não acho que as palmadas resultem, acho que é pior coisa possível que se pode fazer a uma criança e estamos apenas a ensinar-lhes violência. Infelizmente o meu cérebro às vezes acaba mesmo por desligar e entra o modo sobrevivência.

Já não me lembro quando foi a última vez que o gabriel lá levou uma palmada, parece já ter sido há imenso tempo, mas sei que não posso jurar que não há-de chegar um novo dia em que se passa todos os limites e o cérebro desliga.

Esperem, mas lembro-me que o meu cérebro quase desligou aqui há umas 2 semanas, estava a teimar que não queria fazer xixi, eu levei-o de arrasto pra casa de banho, sentei-o na sanita, mandei um berro daqueles tipo suspiro pró ar, e quando olhei estava xixi a sair daquela pilinha! Às vezes a mãe grita.

 

*e por isso mesmo fazemos os possíveis para nunca lhe dar palmadas, é um exemplo que não queremos dar

a primeira consulta

11.07.09 | Claudia Borralho

Ah finalmente o dia da consulta!

E já tenho um boletim de grávida e tudo!

 

Primeiro passei pela enfermeira para pesar, ver a tensão, preencher o boletim e receber muitos conselhos e dicas.

Vou ter uma gravidez maioritariamente de verão, por isso devo usar saias para prevenir as infecções urinárias. Se tiver outra vez muitas dores de costas posso experimentar usar sapatos com cunha de 3cm a 4cm para que o esforço não esteja tanto no calcanhar e seja distribuído mais para a frente. E posso experimentar novamente o cinto/cinta mas deve ser colocado estando deitada à volta da cintura.

E não devo comer mais do que três peças de fruta por dia (esta não percebi o porquê, mas considerando que o difícil é eu comer fruta...), e meio litro de leite por dia.

Epá gostei tanto :) É um acompanhamento tão diferente do que tive com o gabriel!

 

Depois fui ao meu médico simpático :) Mais conselhos, muitos parabéns, mandou-nos ir celebrar e mandar o gabriel pós avós ;)

Viu que ainda tenho um pouco da lesão e por isso fez apenas a citologia e não examinou mais para não piorar. Acabei por sangrar um pouco depois da citologia, mas tranquilizou-me, pois era normal e entretanto a perda de sangue já parou.

Combinamos dar um salto às urgências dentro de semana e meia para ele aproveitar e ver tudo melhor com a eco :)

Entretanto tenho muitas análises para fazer e tenho de marcar a eco das 12 semanas e rastreio bioquimico.

Este médico é verdadeiramente fantástico, até o tiago diz que é um prazer ir lá falar com ele :D