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a vidinha como ela é

(e uma mãe que mete a mão em tudo) por Claudia Borralho

a vidinha como ela é

(e uma mãe que mete a mão em tudo) por Claudia Borralho

carnaval

29.01.08 | Claudia Borralho
Eu sempre adorei o carnaval, ou melhor, eu sempre adorei serpentinas e mascarar-me.
Todos os anos era uma delícia a contagem para o carnaval e passar os dias fantasiada.
Tinha uma inveja imensa da Regina e da Raquel que apareciam sempre com as máscaras mais perfeitas e fabulosas feitas pelas mães respectivas, a minha mãe nunca teve tempo nem inspiração para tal coisa (mas no ano que nos esquecemos do carnaval ela sacou do baton e mascarou-me à porta da escola com umas bochechas hiper rosadas e lá vais tu de boneca).

Depois fomos crescendo e o carnaval passou a ser uma relação amor-ódio. Amor às fantasias, ódio aos ovos, bombinhas de mau cheiro e balões de água (ao princípio não haviam balões, era sacos de plástico que era ainda pior).

Não sabia se havia de mascarar o Gabriel. Por um lado uma vontade enorme de voltar às máscaras, por outro o facto de ele ainda ser tão pequenino e obviamente não ligar nem perceber nada do que são aquelas roupas esquisitas.
E se o mascarasse teria sempre de ser sem grandes acessórios, nem pinturas, e que a roupa fosse quentinha e confortável.

Entretanto pespegaram na entrada da sala dele que "vem aí o carnaval e queremos vir mascarados". Óbvio que não há obrigatoriedade, mas fez-se o clique e resolvi fazer-lhe uma fatiota :)

Agora ando ansiosa que chegue sexta-feira para vesti-lo e fotografa-lo com a máscara do seu primeiro carnaval!

Deixo uma ideia para as mamãs de bebés mais pequeninos que queiram mascarar os rebentos: vi à venda uma espécie de saquinhos em forma de pimento vermelho! Um espectáculo! (se ele não gatinhasse e afins era mesmo de pimentinho que ia!)

plagiocefalia parte 2

25.01.08 | Claudia Borralho
Nunca cheguei aqui a contar como foi a ida ao neurocirurgião. Foi um dia tão mau, tão mau, tão mau que não me apetecia nada revivê-lo.
Chegamos às consultas de pediatria de Sta Maria e tirámos uma senha, como estava explicado cá fora.
Mais de uma hora mais tarde chegou a vez da nossa senha. Ahhh não precisava ter tirado, é só ir para a sala de espera que já chamam. No futuro já sabe.
Ao que eu respondo: Minha senhora, espero bem que não haja futuro, que eu nunca mais quero ter de cá voltar!
Enfim... lá nos mudamos para a sala de espera. O puto que chegou bem disposto, por esta altura já estava impaciente.
Tempos e tempos há espera, eu a começar a desesperar e finalmente ouve-se o nome dele a ser chamado.
Fomos e era apenas uma consulta de enfermagem. Atão e o doutor não dá consultas no privado? Acha que ainda vai demorar muito???
Bla bla bla bla blabla, o doutor primeiro vai fazer a ronda dos operados e vêm meninos de todo o país à consulta, ele opera na CUF Descobertas, mas não sei se dá consultas...
Oh well, mais umas horinhas à espera. Numa sala a abarrotar cheia de miúdos de todos os tipos e problemas à espera de consultas de especialidade.
Finalmente a consulta. O médico muito acessível e ultra simpático. Nem precisou olhar muito para ele para dizer que era totalmente posicional, que o puto tinha um desenvolvimento fantástico, que esta "deformação" acontece logo nos primeiros dias de vida por colocar o bebé a dormir de barriga para cima.
Recomendou que dormisse com uma almofada própria para bebé (em espuma), que o virassemos para a direita quando estivesse a dormir e que passasse grande parte do dia de barriga para baixo.
Eventualmente vai indo ao sítio, e o cabelo também disfarça. Mas levará muito mais tempo a ir ao sítio do que levou a achatar.
E no fim ainda pediu desculpas por termos de esperar tanto tempo. E ficamos logo liberados, não tinhamos de lá voltar a mostrar a cabeça do miúdo!
Teoricamente depois da consulta deveriamos ter tirado a senha e esperar outra vez. O caracinhas é que foi, depois de 4 horas à espera com um bebé irrequieto peguei nele e pirei-me. Se houver alguma coisa a pagar mandem-me para casa!