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a vidinha como ela é

(e uma mãe que mete a mão em tudo) por Claudia Borralho

a vidinha como ela é

(e uma mãe que mete a mão em tudo) por Claudia Borralho

A saga (do fim?) da amamentação

25.09.07 | Claudia Borralho
Alguns dias antes de completar os 4 meses o Gabriel começou a mostrar que tinha fome depois de mamar e entrou o suplemento. Depois disso comecei a sentir que tinha cada vez menos leite, excepto nas manhãs onde sempre continuava o drama das mamas muito cheias e dores imensas nas costas.
As férias foram complicadas na alimentação do gabriel, passava os dias a tentar-lhe dar mama ou a ver se ele bebia o suplemento. Cheguei a dar-lhe mililitros de suplemento de 10 em 10 minutos (ele estava tão super estimulado e cansado que já nem comia nada de jeito). E também passei horrores a tentar que ele mamasse e ele a berrar ainda mais alto, ora porque a maminha não era o que ela queria, ora porque a maminha não tinha lá nada para ele.
A situação estava muito complicada, acordava todos os dias cheia de dores, o bebé mamava e meia hora depois já tinha fome. Nunca sabiamos o que lhe dar, maminha??, que quantidade ponho no biberão???, mas ele ainda há meia hora comeu e ficou todo satisfeito!
Eu bem que tentava que ele bebesse suplemento a seguir à maminha, mas não dava. A quantidade da maminha era tanta que ele às vezes nem mamava a segunda maminha e recusava o biberão. Mas meia hora depois lá vinha o berreiro.
A piorar a situação a minha rinite alérgica estava a atingir proporções já dolorosas. Tinha o nariz feito num oito, sempre a espirrar e tão seco que já estava recoberto de coágulos pretos de sangue e doia-me a respirar. Mas a amamentar não podia tomar os remédios.
Um dia deitei-me no chão em casa dos meus pais a tentar esticar as costas a ver se me sentia melhor... foi naqueles minutos em que nem me conseguia levantar dali tal eram as dores, que percebi que tinha mesmo que fazer alguma coisa.

Hoje depois de 9 dias a Parlodel* + soutien apertado + discos de amamentação com alcool (e não pode tirar leite com a bomba, nem dar de mamar, nem fazer massagens!), voltei às urgências porque não aguentava mais com as dores e as pedras que tenho nas mamas. Felizmente ainda não tive febre, era mastite na certa.

A médica esteve basicamente a mungir-me e eu a chorar de tantas dores e de sentir as esguichadelas contínuas do meu leite.
Diagnóstico: não é normal ainda ter tanto leite depois de tantos dias com o Parlodel, vai ter que amamentar ao mesmo tempo que toma o Parlodel e ainda lhe juntamos anti-inflamatórios 3 vezes ao dia. A ver se não fica aí com um abcesso de todo o tamanho.

Ora... está-se mesmo a ver que a amamentação afinal é para ficar, não alimenta nada o puto, mas ao menos vai-lhe passando defesas e sempre tem um miminho. Eu... lá terei que continuar com as dores de costas, de mamas, de nariz e tudo o resto e esperar que isto se decida a ir secando.

A sério que não entendo... a tentar estimular com a bomba e a oferecer o peito ao bebé várias vezes ao dia estava com cada vez menos leite, tento secá-lo e o leite não pára!


PS. é sempre a mesma mama a dar problemas, foi a mama que mais fissuras, gretas e dores sofreu, foi a que me deixou à rasca na subida do leite e ficou logo encaroçada, era a que tinha sempre menos leite, a mama que o bebé não gostava muito e agora é a mama que dói, que tem muito leite apesar do medicamento para secar, a mama com pedras lá dentro

* 9 dias de muitas náuseas, muito cansaço extremo, muitas dores de cabeça

O Gabriel e a papa

20.09.07 | Claudia Borralho
O puto estreou-se na papa há coisa de uma semana.
Começou por abrir a boca todo satisfeito e eu já a pensar "ena que bem que isto corre". Depois começa o berreiro, ora porque afinal tinha muita fome e aquilo demora a comer, ora porque afinal não tem muita fome e não lhe apetece, ora porque tem é sono e ele quer é dormir, ora a mãe ainda não sabe fazer papas e ora está muito líquida, ora tem grumos!
À terceira tentativa lá atinei com a grossura e os grumos desapareceram e comecei a fazer só com 60ml de leite (que primeiro importante é ele aprender a comer com a colher). Nem metade comia.
Chega o dia de almoçar na creche.
"Atão o gabriel comeu a papa?"
"Comeu muito bem, quase tudo!"
"Hummm e que dose fizeram?"
"Ahh fizemos com os 150ml de leite" (mãe e pai felizes e espantadissimos)
"e como é que fizeram?"
"às vezes, uma colher de papa e chucha logo a seguir" :)
Já aprendemos o truque!
Na creche continua a comer muito bem a papa, veremos este sábado como vai ser experimentar sopa ao almoço!