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a vidinha como ela é

(e uma mãe que mete a mão em tudo) por Claudia Borralho

a vidinha como ela é

(e uma mãe que mete a mão em tudo) por Claudia Borralho

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07.09.06 | Claudia Borralho
Ontem foi um dia mau. Não dormi grande coisa de noite e acabei por ficar em casa. O dia estendeu-se entre fazer máquinas de roupa e sestas no sofá.
Senti-me exausta e estranha todo o dia. Lanchei duas pêras por volta das 17h30. Uns minutos mais tarde começou a dor de cabeça.
O tempo a passar e a dor cada vez mais intensa e já com muito enjoo à mistura. Sempre que me levantava arrotava ao almoço.
Fui buscar uma toalha molhada para pôr na cabeça e sobre os olhos. Pesquisamos todos os livros de gravidez em busca de alívio. Deitar, elevar os pés, pressionar com o polegar entre as sobrancelhas... Pois sim, e a dor sempre a aumentar.
Às 20h a dor era tão intensa que eu nem conseguia adormecer.
Eu sabia que tudo aquilo era "normal" e que a única coisa a fazer era tomar um Benuron.
Tentei vomitar mas não conseguia, depois lá saia um arroto.
O tiago resolveu ligar para um daqueles médicos pelo telefone.
E eu lá me convenci a tomar o Benuron. Entre as 22h e 23h a dor amainou e eu consegui adormecer.

Acordei melhor, a dor de cabeça e os enjoos já lá não estavam, mas a dor tinha sido tão intensa que me parecia ainda senti-la a ressoar.
Eu precisava fazer cocó. Sentei várias vezes na sanita e nada saia. Fui beber o leite da manhã que me costuma sempre ajudar nisto.
Andei muito dum lado pro outro e consegui fazer três vezes.
Achei que já estava capaz de tomar um duche e vir pro trabalho.
Trouxe o carro. O objectivo era chegar aqui rápido e depois chegar a casa mais rápido ainda.

Eu adoro estar grávida, mas sinceramente nunca imaginei que fosse tão difícil. O desconforto é permanente. Dores nas costas, no pescoço, nauseas ligeiras mas que me deixam sem saber se como ou não como. Uma sensibilidade aos cheiros como nunca vi. Dores de cabeça ocasionais, e o cansaço omnipresente.

Desde o episódio em maio da intoxicação alimentar em que vomitei tudo o que havia e não havia para vomitar e me senti enjoadissima durante horas e horas, fiquei a saber o que é estar verdadeiramente enjoado.
Talvez devido a isso tenho ignorado as pequenas nauseas que sinto de vez em quando.
Mas a verdade é que sou mais uma grávida enjoadinha, talvez não tão enjoada como outras, mas enjoada ainda assim. Bahhhh

Semana 7

04.09.06 | Claudia Borralho
You are now 7 weeks pregnant (35 days after conception), which is the beginning of week 8. Your baby has more than doubled in size during the last week, to be just over 1 cm in length (or 0.4 inches) and is now looking more human. Each eye now has an optic cup, retina and lens and your baby's nasal pits are now present. These will extend to become their nostrils. Your baby's inner ears and tongue are starting to form and their upper jaw and palate come together this week, fusing as one. (If this fails to happen, the baby may be born with a cleft lip and/or palate.)

Your baby's tadpole-like 'tail' is noticeably receding and their trunk is now slightly straighter. Your baby now has a pancreas and an appendix and the beginnings of their reproductive organs, although not distinctly male or female yet. By the end of this week a fine, transparent layer of skin covers their body and their fingers (although still webbed) are now being defined as distinct thumbs and fingers.


in birth.com.au

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01.09.06 | Claudia Borralho
Ontem sonhei com o nascimento do meu filho. Pois, era um rapaz. Ahhh e tão esperto, em pouco tempo começou logo a falar, parecia um papagaiozinho a imitar o que a gente lhe dizia. Lindo!!! Um mimo o meu filhote! :)

No outro dia ao almoço disseram-me logo que eu tinha ar de rapaz. Afinal quem é que tem o pressentimento certo? A mãe ou o pai? Lá para Novembro, Dezembro somos capazes de descobrir.

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01.09.06 | Claudia Borralho
Lembrem-se disto: eu ontem trouxe o carro para lisboa.

A mulher grávida perde o uso de uns quantos neurónios. Fica-se mais esquecida, distraída, até um pouco tontinha. E depois de tanto gozar com os faux pas das amigas grávidas chegou a minha vez.
Desde que estou grávida que já fiz muitas tontices, muitas distracções, muitos esquecimentos. Muitos querer dizer qualquer coisa e ficar para ali a gaguejar porque não me lembro da palavra, ou acabar por dizer uma parecida no som, mas que não tem nada a ver.
Mas ontem foi a maior delas todas.

Saí como de costume às 17h e lá fui eu direitinha para a paragem do autocarro. Olhei para o placard dizia que ainda faltavam uns minutos para o autocarro chegar. Então resolvi ir a pé até ao Marquês de Pombal.
Uma vez lá chegada esperei um bocadinho e lá veio o autocarro. Hummm que bom, sempre vou conseguir apanhar o barco das 17h30! E lá vou eu toda contente, sentada no banco de trás e a aproveitar o ar condicionado do autocarro.
Entretanto, já quase a chegar aos restauradores, e ainda a matutar toda contente em como já ia chegar tão cedo a casa, e que bom que hoje até trouxe o carro para lisboa... eu trouxe o carro para lisboa! O que é que estou a fazer a caminho do barco???
Bom, saí logo ali e voltei para trás. Andei meia hora a passear de autocarro por lisboa. E se só me tivesse lembrado do carro já dentro do barco? Hein?

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