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a vidinha como ela é

(e uma mãe que mete a mão em tudo) por Claudia Borralho

a vidinha como ela é

(e uma mãe que mete a mão em tudo) por Claudia Borralho

sobre a tradição católica

30.12.05 | Claudia Borralho
Afinal, disseram-me ontem que eu no próximo ano vou-me casar. Será, portanto, um ano de grandes mudanças.

Por norma, a igreja católica aceita o casamento religioso entre um católico e um não-católico. Por exemplo, será permitido que um islamita, anglicano ou ateu se una a uma católica, sem que se ponha a questão da conversão. O nubente não católico assume apenas o compromisso de não obstar à fé e prática católica do cônjuge e de permitir a educação católica nos filhos ou, pelo menos, compatibilizá-la com a transmissão dos valores próprios da sua própria confissão religiosa.

Embora estas situações sejam cada vez mais frequentes e bem aceites pela igreja, sobretudo quando um dos noivos se afirma ateu ou agnóstico e o outro faz questão de casar religiosamente, a Igreja Católica reserva-se o direito, nestes como em qualquer outro caso, de aprovar ou não, consoante análise, na pessoa do bispo da diocese respectiva, cada processo*.

Os nubentes que, por alguma razão, virem o seu processo chumbado podem recorrer aos tribunais eclesiásticos. À semelhança do que acontece nos tribunais judiciais civis, os tribunais eclesiásticos têm várias instâncias de apelo. Em último caso é possível até recorrer a Roma, com um apelo ao Papa.


* ainda estou para ver como vamos resolver isto. Sou baptizada, mas não sou católica. Não vou mentir e dizer que sim senhora acredito nessas coisas todas e vou sempre à missa. Mas sei que os meus ideais, aqueles em que eu vou educar os filhos, são os mesmos da igreja católica (com a excepção do menino jesus e etc) e nunca em toda a minha vida deixei de respeitar as crenças dos outros (se não fosse assim nunca aceitaria casar-me pela igreja).

conversa de gajas

29.12.05 | Claudia Borralho
Ontem aproveitei ter encontrado a claudia no barco para tirar uma série de dúvidas. Dúvidas de relacionamentos. Foi muito bom, particularmente porque ela há uns anos atrás passou pela mesma situação que eu estou agora mas no papel do tiago ;)
O nuno já tinha uma casa e eles decidiram viver juntos numa casa nova dos dois.
Ajudou-me a perceber muitas coisas, particularmente uma muito interessante. Eu penso a longo prazo, sei que há coisas que levam o seu tempo a acontecer e não podem ser programadas só quando achamos que chegou a altura certa.
Eu sei que mobilar uma casa, fazer mudanças e começar uma vida a dois leva o seu tempo. Leva meses e não dias ou semanas.
Eu sei que se nos decidirmos casar isso ocupa bastante tempo de planeamento, mesmo um casamento no registo implica no mínimo dos mínimos 1 mês a 1 mês e meio de antecedência.
Os noivos devem organizar o processo apenas com três meses de antecedência, mas antes de um mês da data escolhida para a celebração do casamento. in Portal do Cidadão
E eu sei que engravidar não acontece de um dia para o outro... pode levar meses, anos até e apesar de teoricamente eu não aparentar ter algum problema que me impeça de engravidar a minha estória familiar preocupa-me. A minha avó levou anos até conseguir engravidar e teve a minha mãe já com 35 anos. A minha tia do lado do meu pai tinha um problema nas trompas de falópio e só conseguiu engravidar quando finalmente descobriram e corrigiram esse problema, ela já tinha mais de 40 anos.
Enfim, queremos os dois as mesmas coisas, pela mesma ordem e nas mesmas alturas, só que eu sei que para que elas aconteçam quando queremos convém começar a planeá-las com antecedência, em vez de pensar nelas só quando essa altura chega.
O tiago estava convencido que ia ter a casa dele antes deste ano acabar. Eu tentei não o desencorajar, mas sabia que o processo nunca seria assim tão rápido. Ás vezes parece que ele nunca passou por estas situações e que só eu falo pela minha experiência...

No próximo ano vou mudar de casa, mas entre prazos de escrituras, obras, mudanças, compras e decoração de certeza que isso não vai acontecer antes da primavera chegar.
Sejamos optimistas e pensemos que me mudo em março, vamos dar um prazo prai de mês e meio, dois meses de convivência conjunta. Chegamos a maio/junho. OK Decidimos casar. Preparativos, casamento e férias pelo meio, sejamos optimistas e digamos que se faz tudo em três meses, e chegamos a setembro. Dá-lhe um mês de casamento antes de começarem os treinos... outubro. Acham que tenho a sorte grande e descubro em novembro que estou grávida?

resoluções de ano novo

29.12.05 | Claudia Borralho
"Não espere que o seu relógio biológico expluda para tomar a grande decisão. Não esteja à espera de ter a conta bancária ideal ou a casa dos seus sonhos. Um filho é mais importante. E, de si, precisa, essencialmente, de amor."
in Elle Janeiro 2006


É esse o meu desejo para o próximo ano. Engravidar. Acho que já não vou a tempo de ter um filho no próximo ano, mas , pelo menos, gostava de engravidar. Este ano que passou tinha o desejo secreto de encontrar a minha cara metade, eu estava convencida que nunca iria acontecer, mas trocaram-se-me as voltas e o tiago reapareceu na minha vida muito antes do que eu alguma vez poderia sequer ter sonhado. Pode ser que este desejo também se concretize.

natal com crianças

28.12.05 | Claudia Borralho
Este foi o meu primeiro natal com crianças desde que eu própria era uma criança :)
Adorei receber os risos da marta, a foto do gustavo recém nascido, dar a papa à Bé, vê-la a brincar com a prenda que lhe fiz e vê-la às gargalhadas comigo.
Se estes me fazem tão feliz, nem imagino como vai ser quando a estes se juntarem os meus, os nossos filhotes.