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Claudia Borralho

A VIDINHA COMO ELA É (e uma mãe que mete a mão em tudo)

Claudia Borralho

A VIDINHA COMO ELA É (e uma mãe que mete a mão em tudo)

barreiras à ecologia

Quando fui visitar a escola dos miúdos pela primeira vez, estava na altura grávida do Gabriel, uma das coisas que vi e gostei foi utilizarem umas luvas turcas para limparem os rabiosques dos putos. Quando o Gabriel entrou na escola já não havia lá nada disso, usavam só as toalhitas e haviam sempre umas toalhas a servir de resguardo nos trocadores.

Quando chegou a vez da Oriana dizem-me que já não usavam as ditas toalhas de resguardo e que os pais deviam levar resguardos descartáveis. Na Oriana não uso toalhitas, mas ia levar para a escola só para facilitar a coisa. Acontece que a miúda, precisamente ao entrar para a escola, estava de rabo assado e com rabo assado de maneira nenhuma que iriam usar toalhitas no rabo da minha miúda. Levei então compressas de não tecido e as toalhitas na mesma, pro caso de as usarem noutras situações.

Estava a miúda quase boa do rabiosque e aparece-me entre a manhã e a tarde com o rabo feito num oito. E fui encontrar a embalagem das toalhitas abertas. Chateei-me, pois claro que me chateei. Não usam toalhitas no rabo da miúda ponto!

Ontem, 20 dias depois do início da creche, aparece um recado a dizer que precisam de mais toalhitas. Saltou-me a tampita.

Hoje conversa com a educadora, pois que realmente usavam as toalhitas, mas só para limpar o cocó, e passavam por água primeiro, blablabla. Só não me passei totalmente porque a miúda não voltou a assar o rabo.

Agora não vão mais toalhitas para a escola, só compressas. E já a avisei que os próximos resguardos vão ser reutilizáveis.

 

Isto parece que é falta de chá da escola, mas não. Óbvio que quanto mais simples e igual para todos os bebés forem os procedimentos, mais simples se torna tratar deles. Mas felizmente sei que não é preguiça, nem má vontade. É que já as ditas luvas turcas para limpar o rabiosque (cada criança com a sua) foram proibidas pela Inspecção Geral de Saúde. E isto é uma verdadeira barreira à ecologia.

 

O que dirá a Inspecção Geral de Saúde das fraldas reutilizáveis?

sabonete

Há uns tempos atrás comecei a substituir os vários frascos e frasquinhos que tinha ao redor da banheira por uma barra de sabonete.

Os champôs e gel de banho são produzidos com bases de petróleo e não são nada amigos do ambiente, já para não falar da quantidade de embalagens e na quantidade astronómica de produtos químicos que absorvemos pela nossa pele graças a estes produtozinhos.

O sabonete é um óptimo substituto, se for um sabonete totalmente natural orgânico, melhor ainda.

O sabonete substitui os gel de banho, o champô, o condicionador, o líquido xpto especial de limpeza facial, o gel e creme de barbear, etc.

Descobri os Gamila e tornei-me fã. Só não gosto é do preço (cerca de €18 a €20 cada).

Investi então numa pesquisa pelo supermercado e farmácia de sabonetes naturais. Fiquei muito desiludida. Os que pareciam ser mais artesanais raramente trazem os ingredientes e sendo "de farmácia" geralmente estão mais virados para anunciar propriedades médicas tipo: "acaba com a psoriase" ou "livre-se do eczema" :)

Acabei por me decidir por uns de marca portuguesa (comprem o que é nosso!) que nos ingredientes lá vinham coisas que não me agradavam muito, mas não pareciam ser excessivamente químicas (sim, pesquisei os ingredientes todos na net) e indicavam ser mais naturais que os restantes (coisas como totalmente vegetal ou sem adicionantes xpto, já não me lembro bem). Escolhi este e este e gosto muito mais do de lima.

Ainda os usei algumas vezes no cabelo, mas não gostava do resultado e acabei por comprar um champô.

Hoje deparei-me com este post e aproveitei logo para encomendá-los :) Estou desejosa que cheguem!

 

http://www.abegoa.com - portugueses, artesanais, 100% naturais e certificados como orgânicos. 7€ cada e de momento com portes de envio grátis para todo o mundo.

voltar atrás

Cada vez mais me dou conta que os nossos avós é que estavam certos, eles sim viviam uma vida mais saudável, mais simples, mais feliz. Apesar das vantagens que todo este progresso nos trouxe a verdade é que muitas vezes o que procuramos é algo mais simples.

 

Este artigo do Simple Mom veio encaixar directamente nestas ideias:

 

12 Green and Frugal Lessons from my Mom

As I try to simplify my life, spend less and focus more on sustainability, I am often reminded of the way my mom used to do things.

We’ve come full circle, in a number of ways. It seems like every new thing we do to save money or the planet was being done by my mom years ago. For my mother, that was a way of life.

For me, every thing I do is a new discovery and sometimes an effort. When I thought about my childhood, I wondered if the secret to living a frugal and green life might be in our ability to recreate the life our parents and grandparents lived.

These are what I remember from my childhood. If all of us lived the way our parents and grandparents did, we might recreate a simpler, more frugal and sustainable life.

1. Use cloth for everything. Paper was not an option. (...)

2. Reuse, reuse, reuse.(...)

3. Eat locally and seasonally. (...)

4. Call the milkman. (...)

5. Live actively — one family, one car.(...)

6. Use stainless steel lunch boxes.(...)

7. Use handmade.(...)

8. Bargain, haggle, or negotiate. (...)

9. No credit cards. (...)

10. Eat out less – eat simply at home. (...)

11. Take your own bag to the grocery store.(...)

12. Focus on quality and simplicity.(...)

 

1. Usar tecido em vez de papel

O papel é descartável, o tecido é reutilizável. Sacos de tecido, guardanapos de pano, toalhitas e até mesmo fraldas. Comecei a preparar toalhitas de pano para utilizar com o bebé que aí vem, resta-me a dúvida das fraldas reutilizáveis. Gostei bastante destas, mas ainda estou a ponderar senão se gastará mais recursos na sua lavagem e conservação do que no fabrico das descartáveis (acrescendo ainda o facto de levarem muitos anos a degradar).

 

2. Reutilizar

Reutilizo sempre que posso, mas por outro lado incomoda-me a quantidade de sacos de plástico que chegam cá a casa e não os conseguimos reutilizar à mesma velocidade a que chegam, mesmo tentanto fazer as compras quase sempre com os nossos próprios sacos reutilizáveis. Incomoda-me a quantidade de frasquinhos de vidro acumulados e eu sem serventia para lhes dar e a pensar em levá-los todos para a reciclagem.

Claro que no tempo dos nossos avós, estes frasquinhos eram preciosos, primeiro porque não tinham tanto como isso, comer coisas do frasco era um luxo raro, e em segundo porque efectivamente os usavam, em compotas, em conservas caseiras, em molho de tomate, etc.

Lembro-me da minha tentativa de fazer pimentão em casa e chegar à triste conclusão que comprar os pimentos ficava mais caro que comprar o frasquinho de pimentão no supermercado.

 

3. Comer localmente e dentro da estação

Já repararam que estamos no outono e ainda se encontram morangos à venda nas grandes superfícies?

Consumir localmente é um dos grandes pilares da economia e ambiente, mas o mundo já está tão "próximo" que já nem sabemos ao certo o que é produzido localmente e menos sabemos as estações a que pertencem cada produto.

É por isso uma boa ideia deixar as grandes superfícies de lado e procurar os mercados locais, e no meio de toda aquela confusão tentar fazer as compras nos verdadeiros agricultores da terra.

Já o fizemos por várias vezes e por preguiça deixamos de ir, teremos que tentar novamente.

 

4. Leite directamente da vaquinha (ou cabrinha)

Não sei até que ponto poderemos aplicar isto por aqui, mas lembro-me perfeitamente de quando estava com os meus avós ir todos os dias à leiteira de púcara na mão buscar o leite para beber no dia. Era fervido e isso bastava. (mas confesso que torcia sempre o nariz a beber o leitinho, provavelmente mais do chocolate não ser o certo que o leite ser diferente)

 

5. Viver de forma activa, um carro por família

Eu gostava que isto fosse possível, a sério que gostava, mas para nós neste momento é impossível. Os horários de pai e mãe, já para não falar da localização são completamente diferentes e não me estou a ver a fazer 6Km por dia com a criança pela mão a pé, todos os dias. Mas não há dúvida que nos faria muito bem.

 

6. Levar almoço de casa

Eu sempre comi no refeitório da escola, mas muitos outros meninos levavam consigo o cesto com termos de comidinha de casa. Quando comecei a viver sozinha foi algo que comecei logo a praticar e nos últimos tempos são cada vez mais as pessoas que o fazem no local de trabalho.

É simplesmente impraticável pagar todos os dias entre 6€ e 10€ (ou mais) para ir almoçar fora.

 

7. Usar coisas feitas à mão

Antigamente tudo era feito à mão e é uma pena que com o progresso actual seja muito mais caro produzir algo com as nossas mãos do que comprar já feito, acho mesmo que a única coisa que ainda escapa é a comida, mas tudo o resto é mais caro fazer do que comprar.

Por exemplo: umas calças em tecido - tecido, linhas, botões, etc só o custo dos materiais dá para comprar vários pares.

uma camisola de malha - um novelo não parece muito caro, mas para uma camisola se calhar precisamos de 10 novelos...

uma estante para livros - podiamos comprar a madeira e construi-la nós mesmos, mas eis que surge o IKEA (e eu adoroooo o IKEA) e qualquer trave de madeira fica mais caro que comprar a estante inteirinha.

 

8. Atao e não me faz um desconto?

Ui, isto era super super comum e eu cresci a ouvir a minha mãe pedir descontos em tudo, tanto que até me envergonhava, mas a verdade é que quem ganha é ela!

 

9. Nada de cartões de crédito

O crédito é o maior engodo dos nossos tempos modernos. Eu já tive cartão de crédito e em menos de um ano cancelei-o e sempre paguei tudo a 100%, portanto nunca tive dívidas de cartão de crédito para pagar. É óbvio que para coisas grandes tipo a casa, ou o carro, vamos sempre acabar por recorrer ao crédito, mas os cartões de crédito são um verdadeiro engano.

Basicamente se não temos dinheiro para comprar, não compramos!

Se queremos muito uma coisa, poupamos, e depois vai-nos saber muito melhor.

É um pouco triste se pensarmos que vivemos numa sociedade descartável, compramos tudo por impulso e muitas vezes ainda nem acabamos de pagar e já nos arrependemos, ou já queremos outra coisa, nada nos satisfaz.

 

10. Comer fora menos vezes

Guardar as idas ao restaurante para momentos verdadeiramente especiais.

 

11. Levar o nosso próprio saco para as compras

Ainda me lembro da colecção de sacos de plástico que os meus pais levavam sempre que iam às compras.

 

12. Focar na qualidade e simplicidade

Ou seja, coisas com qualidade, duráveis e de estilo intemporal.

 

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