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Claudia Borralho

A VIDINHA COMO ELA É (e uma mãe que mete a mão em tudo)

Claudia Borralho

A VIDINHA COMO ELA É (e uma mãe que mete a mão em tudo)

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Cada vez mais me dou conta que os nossos avós é que estavam certos, eles sim viviam uma vida mais saudável, mais simples, mais feliz. Apesar das vantagens que todo este progresso nos trouxe a verdade é que muitas vezes o que procuramos é algo mais simples.

 

Este artigo do Simple Mom veio encaixar directamente nestas ideias:

 

12 Green and Frugal Lessons from my Mom

As I try to simplify my life, spend less and focus more on sustainability, I am often reminded of the way my mom used to do things.

We’ve come full circle, in a number of ways. It seems like every new thing we do to save money or the planet was being done by my mom years ago. For my mother, that was a way of life.

For me, every thing I do is a new discovery and sometimes an effort. When I thought about my childhood, I wondered if the secret to living a frugal and green life might be in our ability to recreate the life our parents and grandparents lived.

These are what I remember from my childhood. If all of us lived the way our parents and grandparents did, we might recreate a simpler, more frugal and sustainable life.

1. Use cloth for everything. Paper was not an option. (...)

2. Reuse, reuse, reuse.(...)

3. Eat locally and seasonally. (...)

4. Call the milkman. (...)

5. Live actively — one family, one car.(...)

6. Use stainless steel lunch boxes.(...)

7. Use handmade.(...)

8. Bargain, haggle, or negotiate. (...)

9. No credit cards. (...)

10. Eat out less – eat simply at home. (...)

11. Take your own bag to the grocery store.(...)

12. Focus on quality and simplicity.(...)

 

1. Usar tecido em vez de papel

O papel é descartável, o tecido é reutilizável. Sacos de tecido, guardanapos de pano, toalhitas e até mesmo fraldas. Comecei a preparar toalhitas de pano para utilizar com o bebé que aí vem, resta-me a dúvida das fraldas reutilizáveis. Gostei bastante destas, mas ainda estou a ponderar senão se gastará mais recursos na sua lavagem e conservação do que no fabrico das descartáveis (acrescendo ainda o facto de levarem muitos anos a degradar).

 

2. Reutilizar

Reutilizo sempre que posso, mas por outro lado incomoda-me a quantidade de sacos de plástico que chegam cá a casa e não os conseguimos reutilizar à mesma velocidade a que chegam, mesmo tentanto fazer as compras quase sempre com os nossos próprios sacos reutilizáveis. Incomoda-me a quantidade de frasquinhos de vidro acumulados e eu sem serventia para lhes dar e a pensar em levá-los todos para a reciclagem.

Claro que no tempo dos nossos avós, estes frasquinhos eram preciosos, primeiro porque não tinham tanto como isso, comer coisas do frasco era um luxo raro, e em segundo porque efectivamente os usavam, em compotas, em conservas caseiras, em molho de tomate, etc.

Lembro-me da minha tentativa de fazer pimentão em casa e chegar à triste conclusão que comprar os pimentos ficava mais caro que comprar o frasquinho de pimentão no supermercado.

 

3. Comer localmente e dentro da estação

Já repararam que estamos no outono e ainda se encontram morangos à venda nas grandes superfícies?

Consumir localmente é um dos grandes pilares da economia e ambiente, mas o mundo já está tão "próximo" que já nem sabemos ao certo o que é produzido localmente e menos sabemos as estações a que pertencem cada produto.

É por isso uma boa ideia deixar as grandes superfícies de lado e procurar os mercados locais, e no meio de toda aquela confusão tentar fazer as compras nos verdadeiros agricultores da terra.

Já o fizemos por várias vezes e por preguiça deixamos de ir, teremos que tentar novamente.

 

4. Leite directamente da vaquinha (ou cabrinha)

Não sei até que ponto poderemos aplicar isto por aqui, mas lembro-me perfeitamente de quando estava com os meus avós ir todos os dias à leiteira de púcara na mão buscar o leite para beber no dia. Era fervido e isso bastava. (mas confesso que torcia sempre o nariz a beber o leitinho, provavelmente mais do chocolate não ser o certo que o leite ser diferente)

 

5. Viver de forma activa, um carro por família

Eu gostava que isto fosse possível, a sério que gostava, mas para nós neste momento é impossível. Os horários de pai e mãe, já para não falar da localização são completamente diferentes e não me estou a ver a fazer 6Km por dia com a criança pela mão a pé, todos os dias. Mas não há dúvida que nos faria muito bem.

 

6. Levar almoço de casa

Eu sempre comi no refeitório da escola, mas muitos outros meninos levavam consigo o cesto com termos de comidinha de casa. Quando comecei a viver sozinha foi algo que comecei logo a praticar e nos últimos tempos são cada vez mais as pessoas que o fazem no local de trabalho.

É simplesmente impraticável pagar todos os dias entre 6€ e 10€ (ou mais) para ir almoçar fora.

 

7. Usar coisas feitas à mão

Antigamente tudo era feito à mão e é uma pena que com o progresso actual seja muito mais caro produzir algo com as nossas mãos do que comprar já feito, acho mesmo que a única coisa que ainda escapa é a comida, mas tudo o resto é mais caro fazer do que comprar.

Por exemplo: umas calças em tecido - tecido, linhas, botões, etc só o custo dos materiais dá para comprar vários pares.

uma camisola de malha - um novelo não parece muito caro, mas para uma camisola se calhar precisamos de 10 novelos...

uma estante para livros - podiamos comprar a madeira e construi-la nós mesmos, mas eis que surge o IKEA (e eu adoroooo o IKEA) e qualquer trave de madeira fica mais caro que comprar a estante inteirinha.

 

8. Atao e não me faz um desconto?

Ui, isto era super super comum e eu cresci a ouvir a minha mãe pedir descontos em tudo, tanto que até me envergonhava, mas a verdade é que quem ganha é ela!

 

9. Nada de cartões de crédito

O crédito é o maior engodo dos nossos tempos modernos. Eu já tive cartão de crédito e em menos de um ano cancelei-o e sempre paguei tudo a 100%, portanto nunca tive dívidas de cartão de crédito para pagar. É óbvio que para coisas grandes tipo a casa, ou o carro, vamos sempre acabar por recorrer ao crédito, mas os cartões de crédito são um verdadeiro engano.

Basicamente se não temos dinheiro para comprar, não compramos!

Se queremos muito uma coisa, poupamos, e depois vai-nos saber muito melhor.

É um pouco triste se pensarmos que vivemos numa sociedade descartável, compramos tudo por impulso e muitas vezes ainda nem acabamos de pagar e já nos arrependemos, ou já queremos outra coisa, nada nos satisfaz.

 

10. Comer fora menos vezes

Guardar as idas ao restaurante para momentos verdadeiramente especiais.

 

11. Levar o nosso próprio saco para as compras

Ainda me lembro da colecção de sacos de plástico que os meus pais levavam sempre que iam às compras.

 

12. Focar na qualidade e simplicidade

Ou seja, coisas com qualidade, duráveis e de estilo intemporal.

 

20 semanas

Há várias semanas que acontece. Episódios de depressão, desespero, muito choro, insónia, grito com o miúdo quase só porque sim, arrasto-me, nada me apetece, cansada, cansada, cansada, com menos energia que no fim de tempo da gravidez anterior.

Entretanto esgotei todas as minhas desculpas, as hormonas da gravidez, ter o gabriel para cuidar, o gabriel acordar-me de noite.

Estou de volta aos happy pills e isto preocupa-me muito claro, que a internet ora me diz que é a pior coisa do mundo para o pequenito ou que não faz mal nenhum. A psiquiatra assegura-me que não há qualquer evidência de efeitos no feto, que a quantidade que passa por via placentária é mínima e menos ainda através do leite, para quando amamentar. E ainda me fala do estudo que acompanha que se faz lá fora com criancinhas que já nasceram vai para 10 anos.

E só para terminar e me apaziguar mais dúvidas refere que será muito mais benéfico para o bicharoco (e para o mano grande e o pai, e as outras pessoas que me aturam) a mãe tomar o comprimidinho da felicidade e não andar a passar carradas de ansiedade e stress para dentro da barriga.

Para já é uma dose mínima, a dose mais mínima que existe. Espera-se que seja suficiente para mais umas quantas semanas (10 ou mais) e depois a dose sobe.

 

E se o gabriel foi bombardeado dentro da barriga com analgésicos, antibióticos e anti-inflamatórios e saiu direitinho, este com certeza também sairá do forno com os dedos todos e 5 estrelas.

 

Nos entretantos leio e releio os posts da dooce sobre o assunto, que acaba por ser a minha guia nestas coisas, pena que não haja mais gente a falar sobre isto.

coisas que gosto na minha maternidade

Gosto como não entro em pânico quando se magoa.

Por dentro até posso estar a panicar, porra! que grande galo, e não pára de chorar, o que lhe faço agora???

Mas por fora é só a mãe a acalmá-lo, a levá-lo à casa de banho para pôr água e a ficar com ele ao colo enquanto lhe coloco gelo.

Admiro-me comigo sempre que a situação aparece, nunca pensei que fosse ficar assim, calma e a saber o que fazer.

elogios

Não estou habituada a receber elogios, sempre cresci a não ser o suficiente, nunca fui boa o suficiente, nem simpática o suficiente, nem educada o suficiente, nem magra o suficiente, nem gorda o suficiente, nem boa aluna o suficiente, nem bonita o suficiente, nem bem vestida o suficiente, enfim... lá está não estou habituada a receber elogios.

Como tal quando recebo um pode acontecer uma de três coisas, pode ser algo para que estava a trabalhar imenso, algo super exigente, algo que me deitou abaixo constantemente, por isso quando vem o elogio eu sinto-me mesmo feliz, eu esforcei-me, eu mereço.

Às vezes os elogios vêm de pessoas muito queridas para mim, esses eu acho simplesmente que aquela pessoa está como sempre a ser super simpática, porque é assim que ela é, sempre querida e com uma palavra doce.

E depois há o terceiro caso, o mais comum de todos eles, se me fazem um elogio, eu não acho que seja um elogio de todo, acho que estão a gozar comigo.

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