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Claudia Borralho

A VIDINHA COMO ELA É (e uma mãe que mete a mão em tudo)

Claudia Borralho

A VIDINHA COMO ELA É (e uma mãe que mete a mão em tudo)

Parecido com...


claudia bebe
Originally uploaded by Morgy.

É parecido com a mãe é o que toda a gente diz. Engraçado é que a mãe só percebeu isso pelas fotos dela de bebé, e nem a tua avó materna viu a parecença logo. Não é que teve de ser relembrada?
Realmente os teus olhos são os da mãe, e o cabelito também, mas o nariz é igual ao do pai e os feitios do cabelo são iguaizinhos. Tens os remoinhos todos no mesmo sítio que o pai. Igual, igual, igual. As orelhas é o mais divertido, a parte de cima são iguais às do pai, com uns recortes engraçados, mas em baixo são tal e qual as da mãe :)
E os pézinhos lindos? Com aquele dedão tão gordo igualzinho ao pai!

O parto*


à tua espera
Originally uploaded by Morgy.

*ou a remoção cirúrgica do pequeno parasita

Eu nunca gostei muito da ideia do miúdo poder nascer no 25 de abril. Um feriado é um feriado e ele devia ter um dia só dele. Enfim manias. Mas acima de tudo queria que fosse ele a escolher o seu dia de nascimento. Esta deve ser das principais razões porque uma indução me pareceu sempre uma ideia estranha.
O nascimento é suposto ser espontâneo e não uma coisa marcada.
Não há qualquer dúvida de que o Gabriel queria mesmo nascer naquele dia.

No final do dia 24 eu sentia-me óptima e ainda sem perceber muito bem se o rolhão mucoso estava realmente a sair aos poucos. Sentei-me no sofá antes de ir fazer o jantar e calhou o miúdo estar muito mexido na barriga e eu ter o telemóvel mesmo ali ao lado.
Foi a única vez que consegui filmar a barriga aos pulos :) Ia ser o meu post do 25 de abril, dois vídeos da barriga em ebulição.
A noite revelou-se agitada. O Gabriel mexia-se muito dentro da minha barriga, eu não estava a conseguir dormir e sentia-me algo estranha. Estava meio acordada por volta das 5h30 da manhã quando pensei muito rápido: eu não acredito, vão-me rebentar as águas!
Levantei-me logo e quando cheguei à casa de banho já as cuecas estavam um bocadinho molhadas. Sentei-me na sanita e aquilo ia saindo aos jactos.
Levantei-me mas não havia forma de aquilo parar, ora pingava, ora escorria-me pelas pernas abaixo, ou saia mais um jacto!
Já havia líquido amniótico por todo lado. A minha preocupação foi ver se o líquido era clarinho e se não tinha um mau cheiro. Estava à espera dum cheiro tipo esperma, mas aquilo não me cheirava a nada. Era água e parecia ter alguns floquinhos brancos.
Eventualmente consegui desencantar um penso higiénico na outra casa de banho e umas cuecas limpas.

Tive tempo de ir acordar o tiago que ainda meio a dormir me pergunta: estás a gozar?. Disse-lhe que me sentia bem e ia tentar dormir mais um bocado antes de irmos para o hospital. Afinal o líquido era clarinho e eu não sentia contracções nenhumas, não valia a pena ir a correr. Fui buscar um resguardo para a cama e deitei-me.
Levantei-me logo a seguir, a excitação era muita. Finalmente estava algo a acontecer e o Gabriel queria nascer. E logo no 25 de abril, caramba!
Disse ao tiago que afinal já não conseguia dormir e fui tomar um duche. Ainda tinha esperanças de não ir perder muito mais líquido e conseguir ir apresentável para o hospital.
Nunca demorei tanto tempo para me vestir. Os pensos higiénicos empapavam a uma velocidade astronómica. Molhava as cuecas todas e tentava substituir por outras, estava a ver que não ia conseguir vestir-me. Nos entretantos o tiago levou as malas para o carro.

Eventualmente lá consegui vestir-me e render-me as evidências de que ia molhar-me toda. Fui comer qualquer coisa, já sabia que tão cedo ninguém me ia dar de comer.
Com mais um resguardo extra no assento do carro lá seguimos para o hospital.

As urgências estavam desertas. Nunca tinha visto aquilo assim. Eram cerca das 7h30.
Examinaram-me, confirmaram a ruptura de bolsa, que o líquido era claro (se bem que em casa cheguei a ver um bocadinho cor de rosa) e que tinha colo permeável a 1 / 2 dedos.
Já estava com contracções de 3 em 3 minutos, mas não totalmente regulares. O que era preocupante é que ninguém encontrava a análise ao strep B.

Levaram-me para um quarto e colocaram o catéter na mão e ligaram o CTG. Passava pouco das 8h. A partir de agora ia ficar deitada e quietinha na mesma posição durante imenso tempo... Colocaram-me soro, antibiótico (por causa da ruptura da bolsa e não se descobrir a análise do strep B) e mais tarde uma mistura com a bela da ocitocina para me regular as contracções. E ainda me vieram tirar sangue para análises. Acompanharam-me a enfermeira Célia e a Drª MCS (e o feliz que eu fiquei quando a vi entrar no quarto, a Drª MCS era a minha primeira escolha para ser acompanhada ali na CUF e já que o meu médico estava de férias, não me podia ter calhado ninguém melhor).

Os resultados das análises revelaram que já tinha aumento de glóbulos brancos no sangue por causa da ruptura de bolsa, isto colocava um prazo muito real para o parto acontecer.
As horas lá foram passando, ora me baixavam a dose de ocitocina porque as minhas contracções eram boas, ora vinham dar-me mais outra dose de antibiótico, ora faziam um toque e verificavam que continuava tudo na mesma - 1 a 2 dedos de dilatação.
As auxiliares já deviam estar fartas de mim... estava sempre a chamá-las para fazer xixi. Lá vinha a arrastadeira e tinham que me levantar porque deitada não conseguia fazer nada.

As dores sinceramente não custaram assim tanto. Eram como dores menstruais (que eu não costumo ter). Mas passavam rapidamente e os 3 minutos de intervalo davam imenso tempo para descansar (não estou a gozar, havia alturas em que eu até pensava que já há imenso tempo que não vinha a dor). A Drª e a Enfª perguntavam-me se eu não queria a epidural. É que ainda havia a hipotese de a epidural poder ajudar a fazer a dilatação.

Como o tempo ia passando a Drª acabou por me aumentar a dose de ocitocina e dessa forma aumentar a intensidade das contracções. Depois de 10h de trabalho de parto começava a custar. As contracções estavam hiper regulares e com uma duração maior. Eu estava a ficar cansada e já sabia que ia acabar tudo em cesariana.

Às 16h lá pedi a epidural. Já estava convencida que ia fazer cesariana. O prazo para as coisas avançarem eram as 17h30 e eu continuava com os 2 dedos de dilatação. A Drª disse logo, isto agora vai ter que avançar 5 dedos numa hora (não é que fosse impossível, mas muito improvável).

Levar a epidural não custou nada. O mais difícil é mantermo-nos naquela posição com os joelhos bem para cima e ter uma barriga gigante pelo caminho. O que é verdadeiramente horroroso é colocarem a algália. Foi o que mais me custou de todo o parto.
Depois da epidural fiquei deveras bem disposta. LOL As dores aguentam-se bem, mas realmente não há nada como não as sentir hehe!

Esperamos mais algum tempo e um pouco antes das 18h lá veio a Drª fazer o último toque. Ela olha para o CTG e diz: humm contracções excelentes! mas depois vê que está tudo na mesma. Ainda os 2 dedos. Diz a Drª este bebé deve ter circulares ou então o cordão é muito curto, está a defender-se e não desce. Vamos logo para cesariana.

O ambiente no bloco era animado. Falava-se das férias. De ir para Aruba ou para o México. Eu sentia-me feliz, tinha um grande sorriso na cara, o Gabriel ia finalmente nascer.
Fiquei numa posição tipo cristo, deitada e com um braço esticado para cada lado. Dum lado os soros, antibióticos, ocitocina, ritmo cardíaco... do outro pressão arterial. Injectaram-me a dose cavalar de epidural e se antes me conseguia mexer e só sentia a dormência nos pés, agora não sentia e não mexia absolutamente nada.

Lá começam a mexer e às tantas ouço a Drª ai este bebé não saia mesmo de outra maneira. Perguntei se tinha o cordão à volta do pescoço (como tinhamos visto na eco). Dizem-me que não, que estava no ombro, assim tipo à tiracolo. Estava todo enrolado no cordão, várias circulares foi o que referiram mais tarde.
Logo logo, mostram-mo por cima do pano. Estava com um ar zangado, muito vermelho e ainda com uns bocadinhos de vérnix. Até chorei de felicidade. 18h24. Nisto a Drª já estava a dizer, vão lá dizer ao pai que já nasceu.

Passado algum tempo pedi para saber o Apgar, e dizem todos é 10, é 10! O neonatologista ainda diz que era 20! Que se pudesse em vez de 10 era 11. Tiraram-me a placenta. Não vi nada, mas percebi logo o que era. Os comentários eram todos: olha só, velhissima! Depois lá me continuaram a aspirar e cozer. Ainda demorou um bocado. O anestesista perguntava-me se estava bem. Continuava a sorrir e a conversar sobre as férias. Olhava para o ecran da minha pressão e via que estava boa. Rondou sempre os 10/6.

Quando tudo terminou é que me comecei a sentir estranha. Tremia por todo lado, sentia toda a zona direita do meu corpo paralizada. Nem conseguia respirar pela narina direita. Mas isso agora fica para outro post.


horas de vida

Os nossos 3 Filhos


O Primeiro foi o Lyra, encomendado por catálogo. A Astra a seguir seria uma potencial orfã abandonada que recolhemos. E agora o Gabriel.

O Lyra e a Astra precisaram de "quartos" separados até se habituarem um ao outro. O Lyra bufava-lhe e dava-lhe patadas e ela só queria ir ter com ele apesar da agressividade dele.

O Gabriel suscita-lhe muito interesse. Mais no Lyra do que na Astra, como no outro dia em que me sento na sala com a criança ao colo e o Lyra vem ter comigo e põe 2 patinhas em cima da minha perna para cheirar melhor o bebé, mas mantendo sempre a distância de segurança ao esticar o pescoço até à exaustão. Cheira o bebé quase todo e depois tira as patas de cima de mim e senta-se nas patas traseiras a contemplar.

ser mãe

É ter comprado umas revistas há uns dias atrás e elas ainda continuarem no saco onde vieram...

E agora lá vou eu acordar o puto para comer que ele é como a mãe e adora dormir. Se espero mais um bocado o puto trucida-me as maminhas de esganado de fome!

(acho que se vai falar muito de maminhas nos próximos tempos!)
.

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