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Claudia Borralho

A VIDINHA COMO ELA É (e uma mãe que mete a mão em tudo)

Claudia Borralho

A VIDINHA COMO ELA É (e uma mãe que mete a mão em tudo)

28 semanas

27 semanas e 3 dias

Entramos no 3º trimestre. A partir de agora já só faltam mesmo algumas semanas. Praí umas 10, 14 no máximo.
Na semana passada comecei a trabalhar todos os dias a partir de casa. Tirando um dia ou outro com mais dores, tenho-me sentido muito bem. A continuar assim poderei adiar mais algumas semanas o pedido de baixa.
Para a semana vou estar de férias, e (espero eu) vai-me saber maravilhas poder dedicar os dias a fazer as bolsinhas com a roupa dos primeiros dias do bebé e outros preparativos. Às prestações vou começando a lavar as coisas do bebé e a guardá-las nos sítios certos.

Já não falta muita coisa nas nossas listas: o ovo já está escolhido e será oferecido pela avó paterna, ainda não nos decidimos verdadeiramente pelos intercomunicadores e como queremos amamentar a parafernália de biberões, esterilizadores, bombas, etc ainda nos deixa baralhados, mas já sabemos onde ir comprar caso a emergência apareça. Ainda nos faltam uma mochila muda-fraldas para quando sairmos com o bebé, um termómetro de ouvido e bonecos para as gengivas.
Decidimos que há algumas coisas com que só nos vamos preocupar mais tarde como a cadeira de comer, a cadeira auto (mais de 9Kg), brinquedos para o banho, pratos e colheres, copos e um carrinho de passeio.

Da lista da mãe faltam soutiens de amamentação. Mas isto é uma história complicada.
No início da gravidez foi fácil comprar soutiens, avancei para o número acima do normal e durante alguns meses tive soutiens óptimos. Mas agora a coisa está difícil. Por altura do natal fartei-me de procurar o tamanho 95C que era precisamente o único que estava sempre esgotado. Acabei por comprar um 90C e usá-lo na posição máxima, mas logo se tornou desconfortável. Depois comprei um 95D, está óptimo, embora um bocadinho grande na copa. No outro dia achei finalmente o dito 95C e comprei de amamentação um 100C, já que por todo lado aconselham que o de amamentação seja um número acima do que estamos a usar. Ora, não é que me sinto desconfortável com o 95C? Agora uso o de amamentação 100C e o normal 95D. Como tal vou continuar a adiar a compra de soutiens de amamentação, sabe-se lá a que numeração eu chego!

A entrada no terceiro trimestre fica ainda marcada por uma constipação daquelas que, concerteza, ainda me irá acompanhar pelo menos mais uma semana. Uma semana de tosse e expectoração, a pior fase possível da constipação.

E hoje começámos finalmente o curso de preparação para o parto. Para já gostámos bastante. Das coisas mais importantes que tive em conta quando pesquisei os cursos era que fossem dirigidos também aos pais e não só às mães. Na generalidade, os cursos que existem são para as mães existindo uma ou duas aulas para os pais. O que vamos fazer já foi pensado para que o pai vá a todas as sessões. A primeira sessão que nos calhou não podia ser mais apropriada, a psicóloga falou sobre o papel do pai e a fisioterapeuta abordou as lombalgias. :) Já vim para casa com mais uns exercícios, uns que consigo fazer sozinha e outros que o tiago tem de me ajudar.

Nas últimas noites tem sido mais difícil dormir, não só por causa da constipação, mas por uma dor que teimava em aparecer na barriga. Tanto doia para a esquerda como para a direita. Com a fisioterapeuta ficámos a perceber o porquê. O senhor Gabriel resolveu alojar-se todinho do lado direito, pontapés para a esquerda e rabiosque todo à direita. Vamos ter que tentar fazê-lo mudar um bocadinho de posição com umas festinhas do lado esquerdo (deve ser para ver se ele vai lá ver o que é). Mas realmente, quando pensei nisso, reparei que faço mais festinhas do lado direito, e ele deve gostar das festinhas no rabo.
O curso é acompanhado por uma psicóloga (com quem fizemos uma avaliação hoje), uma fisioterapeuta e uma enfermeira e inclui ainda o pós-parto já com os bebés.
Parece-me ser um acompanhamento mais próximo e mais preventivo do que os outros cursos que vi.

Uma das coisas que me preocupa é a depressão pós-parto, e hoje depois da conversa com a psicóloga (que pretende exactamente prevenir essas situações) vim muito mais segura. Com a sensação de ter uma rede para me apanhar na queda :)

Na mesma clínica têm aulas de baby ioga :) Ficámos os dois entusiasmados com a ideia. Veremos mais tarde se as fazemos ou não. De qualquer forma já ficámos a saber que nas sessões de pós parto está incluída uma aula de baby ioga.


27 semanas e 3 dias
Originally uploaded by Morgy.

sobre o CTG

Electronic fetal heart rate monitoring is used during pregnancy in the surveillance of high-risk pregnancies, and also during labour. Its use is normally limited to institutional births.
The monitoring is most commonly achieved by an external Doppler ultrasound ransducer, or by an internal (vaginal) electrode attached to the fetal scalp, after rupture of the membranes. Although the information on fetal heart rate is more accurate in the latter method than with auscultation, the interpretation is difficult; the tracings are often interpreted differently by different care-givers, and even by the same people at different times (Cohen et al 1982, Van Geijn 1987, Nielsen et al 1987).
The sensitivity of the method with respect to the detection of fetal distress is high, but the specificity is low (Grant 1989). This means that the method results in a high rate of false positive signals, and a concomitant high number of (unnecessary) interventions, especially if used in a group of low-risk pregnant women (Curzen et al 1984, Borthen et al 1989). In high-risk pregnancies and in high-risk cases during labour the method has proven to be useful and may, in addition, offer reassurance to the woman, although its use inevitably limits the woman's capacity to move about as she wishes.


Do mesmo estudo da OMS - aqui.

Recomendações da OMS (Organização Mundial da Saúde) no Atendimento ao Parto Normal

A) Condutas que são claramente úteis e que deveriam ser encorajadas

4. Oferecer líquidos por via oral durante o trabalho de parto e parto.
12. Fazer monitorização fetal com auscultação intermitente.
15. Liberdade de posição e movimento durante o trabalho do parto.
16. Estímulo a posições não supinas (deitadas) durante o trabalho de parto e parto.
21. Realizar precocemente contato pele a pele, entre mãe e filho, dando apoio ao início da amamentação na primeira hora do pós-parto, conforme diretrizes da OMS sobre o aleitamento materno.


B) Condutas claramente prejudiciais ou ineficazes e que deveriam ser eliminadas

1. Uso rotineiro de enema (clister).
2. Uso rotineiro de raspagem dos pelos púbicos.
3. Infusão intravenosa rotineira em trabalho de parto.
5. Uso rotineiro da posição supina (deitada) durante o trabalho de parto.


C) Condutas a ser utilizadas com precaução (Insufficient Evidence Exists to Support a Clear Recommendation)

2. Uso rotineiro de amniotomia precoce (romper a bolsa d’água) durante o início do trabalho de parto.
7. Clampeamento precoce do cordão umbilical.


D) Condutas frequentemente utilizadas de modo inadequado

1. Restrição de comida e líquidos durante o trabalho de parto.
3. Controle da dor através de analgesia peridural.
4. Monitoramento eletrônico fetal
8. Transferência rotineira da parturiente para outra sala no início do segundo estágio do trabalho de parto.*
13. Uso liberal ou rotineiro de episiotomia.

*Na MAC deve ser o único sítio em Portugal em que isto já não acontece.


A lista completa está aqui.

O documento original está aqui.

mais sobre episiotomia

O uso profiláctico/rotineiro da episiotomia continua a ser praticado frequentemente apesar da ausência de evidência científica que suporte o seu benefício. Pelo contrário, existe mesmo uma evidência clara de que a episiotomia pode trazer algumas sequelas.
Desta revisão ressalta que a episiotomia não cumpre a maioria dos objectivos pelos quais é justificada a sua utilização. Não só não diminui o risco de lesão do períneo,sob a forma de roturas de grau III e IV, como, inclusive, as suas complicações podem agravar ainda mais estas lesões. Não previne o desenvolvimento do relaxamento pélvico com também não tem impacto sobre a morbilidade ou mortalidade fetal. Na verdade, os riscos associados ao seu uso são significativos e levam-nos a ponderar se perante esta ausência de suporte cientifico é correcto praticar um acto para o qual não se encontram benefícios que o justifiquem!


EPISIOTOMIA
Uso generalizado versus selectivo

BÁRBARA BETTENCOURT BORGES, FÁTIMA SERRANO, FERNANDA PEREIRA
Serviço de Ginecologia e Obstetrícia. Maternidade Dr Alfredo da Costa. Lisboa

in ACTA MÉDICA PORTUGUESA 2003; 16: 447-454
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